A Filha do Demônio
A Filha do Demônio é uma minissérie brasileira produzida pela RecordTV, e exibida entre 3 de março e 7 de março de 1997 em cinco episódios. Teve autoria de Ronaldo Ciambroni e direção-geral de Atílio Riccó. Foi a primeira produção dramatúrgica da emissora em vinte anos, desde a telenovela O Espantalho, de 1977. A minissérie unia gêneros tradicionalmente sérios como o drama e a fantasia com a cultura trash de produções de baixo orçamento e com temáticas escancaradamente lúdicas e de cenas tragicamente cômicas pela impossibilidade real, sendo comparada pela imprensa às obras de Zé do Caixão.
Imagem: liaamancio · BY-NC-SA · Openverse
Mário é um viúvo vendedor ambulante que, em desespero pela situação de extrema pobreza em que vive, decide vender a alma de sua filha Ana para o demônio em troca de 100 mil dólares, não se importando com o que será feito dela dali para frente, uma vez que nunca se importou com a menina. Após dez anos ele se tornou muito rico, vivendo sem dificuldades financeiras e gastando quantidades exorbitantes em festas, mulheres e bebida. Ana, no entanto, cresceu uma garota depressiva e infeliz, que nunca entendeu porque se sentia diferente das demais crianças, sofrendo por ser órfã de mãe e com a indiferença do pai, que vive bêbado e a deixa na mão de vizinhas que a maltratam. Tomada por uma raiva da vida que leva, a jovem se torna cada vez mais rebelde, não só passando a fazer crueldade com outras pessoas, mas também se envolvendo com prostituição e tráfico – ainda que não precise de dinheiro – na vaga tentativa de ser salva por seu pai. Ao passo que Ana se torna mais revoltada, Mário vai perdendo seu dinheiro até chegar ao ponto inicial de miséria. Apenas com a confissão de que sua alma foi vendida, a jovem terá uma única chance de se livrar do destino escolhido para ela e dar uma nova roupagem para sua vida.
Em 5 de março de 1997, no jornal Folha de S.Paulo, o escritor Marcelo Rubens Paiva fez uma análise sobre a minissérie.
A minissérie teve uma média de 4 pontos.


