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A Escola da Noite

A Escola da Noite - Grupo de Teatro de Coimbra é uma companhia de teatro profissional portuguesa, sediada em Coimbra desde a sua fundação, em 1992, sendo uma Instituição de Utilidade Pública desde 1998. Estreou até agora mais de 80 espectáculos e apresentou mais de duas mil e quinhentas sessões em Coimbra e em digressão, nacional e internacional. Na escolha do reportório, procura um equilíbrio entre autores clássicos e contemporâneos, com dois especiais pontos de interesse: a obra de Gil Vicente e a dramaturgia em língua portuguesa. Ésquilo, Eurípides, Tchékhov, Lorca, Beckett, Heiner Müller, José Sanchis Sinisterra, Nelson Rodrigues, Plínio Marcos e Abel Neves são alguns autores que já trabalhou. Nos últimos anos, tem aprofundado uma nova frente de trabalho – a adaptação cénica de textos não dramáticos a partir, por exemplo, das obras de Ruy Duarte de Carvalho, Rubem Fonseca e Franz Kafka e, na poesia, de Adélia Prado e Manoel de Barros.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/06/2026
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Historial

Imagem: Marcio Cabral de Moura · BY · Openverse

Em 1991 um conjunto de treze pessoas, na sua maioria oriundos do Teatro Universitário, decidiu fundar uma companhia de teatro em Coimbra. Esta cidade era, na altura, um dos poucos grandes centros urbanos do país sem uma companhia de teatro profissional em actividade depois da falência, dez anos antes, de um projecto nesse sentido. Em 1992 Coimbra foi designada a Capital Nacional do Teatro nesse ano. Este facto permitiu assegurar à A Escola da Noite as condições necessárias para o seu lançamento a um bom nível, tendo a companhia apresentado sete espectáculos nos seus primeiros dois anos de vida. O director artístico do grupo é António Augusto Barros desde a fundação. Ao longo das últimas três décadas A Escola da Noite apresentou mais de oito dezenas de espectáculos, entre autores contemporâneos (Abel Neves, Cabrujas, Vicente Sanches) e clássicos (Ésquilo, Marivaux, Maquiavel). Entre estes últimos destaca-se a atenção especial dedicada a Gil Vicente, dramaturgo português do séc. XVI, autor de cerca de um quinto dos espectáculos encenados até hoje. A preferência pelos espaços não-convencionais, o respeito pela palavra escrita e o rigor na sua transposição para o palco são outras das características do grupo.

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