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The Interview

The Interview é um filme de comédia política estadunidense dirigida por Seth Rogen e Evan Goldberg em seu segundo trabalho como diretores, após This Is the End. O roteiro, escrito por Dan Sterling, é de uma história de Rogen, Goldberg e Sterling. O filme é estrelado por Rogen e James Franco. Eles interpretam o papel de jornalistas instruídos para assassinar o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, após conseguirem uma entrevista com ele. O filme recebeu críticas mistas dos críticos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
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Sinopse

O jornalista de celebridades Dave Skylark (Franco) e seu produtor Aaron Rapoport (Rogen) garantem uma entrevista com o líder da Coreia do Norte Kim Jong-un (Park) e são instruídos pela CIA para assassiná-lo.

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Produção

Imagem: Leda Carter · BY-SA · Openverse

Rogen e Goldberg desenvolveram a ideia para The Interview no final da década de 2000, fazendo piadas sobre o que aconteceria se um jornalista fosse obrigado a assassinar um líder mundial. Eles escolheram o líder da Coreia do Norte Kim Jong-il , mas colocaram o projeto em espera quando Jong-il morreu e seu filho Kim Jong-un assumiu o poder em 2011. Desenvolvimento foi retomado quando Rogen e Goldberg perceberam que Jong-un tinha aproximadamente a mesma faixa de idade, o que lhes pareceu mais engraçado. Para escrever a história, coescrito com escritor de Daily Show Dan Sterling, eles pesquisaram meticulosamente. Eles destinaram fazer um projeto mais relevante e satírico do que seus filmes anteriores, mantendo o humor escatológico. Rogen e Goldberg estavam satisfeitos quando o astro da NBA Dennis Rodman visitou a Coreia do Norte, reforçando sua crença de que a premissa de seu filme era realista. Randall Park foi o primeiro a fazer um teste para o papel de Jong-un e consegui o papel imediatamente. Para o papel, ele ganhou 15 quilos e raspou a cabeça para se assemelhar a de Jong-un. Rogen e Goldberg escreveram o personagem como "robótico e rigoroso", mas em vez disso Park fez um personagem "acanhado e tímido", que eles encontraram mais bem-humorado.

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Controvérsia

Reação norte-coreana

Em entrevista ao jornal britânico The Telegraph, Kim Myong-chol, o porta-voz não oficial da Coreia do Norte, disse que o filme desagradou o governo do país e afirmou que o longa mostra um "desespero da sociedade americana", afirmando: "Há uma ironia especial nesta história, pois mostra o desespero do governo dos EUA e da sociedade americana. Um filme sobre o assassinato de um líder estrangeiro reflete o que os EUA têm feito no Afeganistão, Iraque, Síria e Ucrânia. E não nos esqueçamos que quem matou [o presidente John F.] Kennedy foram os americanos. Na verdade, o presidente [Barack] Obama deve ter cuidado no caso de os militares dos EUA queiram matá-lo também", disse Kim Myong-chol. O norte-coreano disse ainda que, mesmo desaprovando o conteúdo do filme, Kim Jong-Un provavelmente vai assisti-lo. Depois das declarações do porta-voz, o ator Seth Rogen comentou no Twitter: "Aparentemente, Kim Jong-Un planeja assistir a 'The Interview'. Espero que ele goste!!". Em 25 de junho de 2014, a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), a agência de notícias estatal da Coreia do Norte, em um comunicado divulgado, um porta-voz da diplomacia norte-coreana chama os cineastas de "gângsteres" e pede a censura, afirmando que "A realização e divulgação de um filme que mostra um atentado contra nosso líder representa um ato de terrorismo e um ato de guerra absolutamente intolerável" e que se o governo americano não proibisse o longa-metragem, a Coreia do Norte se veria forçada a adotar medidas "impiedosas de represália". Ainda, a agência de Pyongyang também afirmou por meio do artigo que "há um grande número de apoiadores e simpatizantes" a Coreia do Norte "em todo o mundo". Eles poderiam ser os autores do ataque. No artigo, a Sony Pictures é acusada de "cumplicidade em um ato terrorista". O jornal britânico The Guardian escreveu que a premissa do filme "tocou um nervo no interior do regime, que tem uma visão sombria do tratamento satírico de seus líderes e é notoriamente paranóica sobre supostas ameaças à sua segurança"

Ataques de hackers na Sony

Em 24 de novembro, a Sony foi vítima de um ciberataque atribuído ao grupo "Guardians of Peace" (Guardiões da Paz, em tradução). No passar das últimas semanas, os hackers divulgaram e-mails entre diretores dos estúdios, senhas e até roteiros de filmes, como o novo de James Bond. Em 16 de dezembro, o grupo ameaçou atacar as salas de cinema que exibissem The Interview. A ameaça, que foi divulgada em sites de compartilhamento de arquivos, faz menção ao atentado de 11 de setembro e afirma ainda que "o mundo será tomado pelo medo". Os hackers, que se dizem responsáveis por invadir os sistemas da Sony Corp no mês de novembro de 2014, alertaram na terça-feira, 16 de dezembro, para que as pessoas ficassem longe dos cinemas que exibissem o filme estrelado por James Franco e Seth Rogen, e obscuramente relembraram os cinéfilos sobre os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos: "Recomendamos que vocês se mantenham distantes desses lugares nesse período", escreveram os hackers, "Se sua casa for próxima, é melhor você sair". As autoridades americanas alegaram que os hackers têm laços com a Coreia do Norte, apesar de não ter explicado como eles chegaram a essa conclusão. Em 19 de dezembro, O governo dos Estados Unidos que sua investigação aponta a Coreia do Norte como responsável pelo ataque hacker ao sistema da Sony Pictures. O anúncio foi feito pelo FBI, que identificou similaridades em ataques cibernéticos realizados anteriormente por norte-coreanos e o que atingiu os sistemas do estúdio de Hollywood. Um oficial dos EUA disse, segundo a agência de notícias Reuters, que a Coreia do Norte fez ataque hacker à Sony com ajuda chinesa. O funcionário, que não quis se identificar, disse que a descoberta será anunciada mais tarde pelas autoridades federais. O ataque norte-coreano, segundo a fonte, teria ajuda de profissionais ou servidores chineses.

Ameaça de hackers

Em 16 de dezembro de 2014, os hackers emitiram um alerta aos espectadores, ameaçando atacar a estreia em Nova Iorque de The Interview e de qualquer outro cinema, mostrando-o em seu lançamento, afirmando: Nós iremos mostrar (o resto dos 'presentes de Natal') nos horários e nos locais em que 'A entrevista' for exibido, incluindo em sua estreia. Aqueles que buscam diversão no terror estão condenados a um destino amargo. Já prometemos um presente de Natal a vocês. Esse é o começo do presente. Em breve, o mundo verá que filme horrível a Sony Pictures Entertainment fez. O mundo ficará cheio de medo. Lembrem-se de 11 de setembro de 2001. Recomendamos que fiquem longe daqueles locais e daqueles horários (se a sua casa estiver nas proximidades, saia dela). O que acontecer nos próximos dias será consequência da ganância da Sony. O mundo inteiro irá denunciar a Sony.

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Lançamento, cancelamento e relançamento

Imagem: MDGovpics · BY · Openverse

Em 7 agosto de 2014, a Sony empurrou a data de lançamento do filme de 10 de outubro para 25 de dezembro de 2014. Em 10 de dezembro, a Sony Pictures Entertainment do Japão anunciou que o filme não seria lançado no Japão, sob a crença de que filmes de comédia live-action não costumam ter um bom desempenho no mercado. Também foi anunciado que, dentro da região da Ásia-Pacífico, o filme seria lançado apenas na Austrália e Nova Zelândia. A estreia do filme foi realizada em Los Angeles em 11 de dezembro de 2014. O lançamento brasileiro do filme, que também foi cancelado, seria em 29 de janeiro de 2015. Em 11 de dezembro de 2014, aconteceu a premiere do filme, os atores Seth Rogen e James Franco posaram juntos sobre um tapete vermelho com acesso restrito a fotógrafos, uma vez que a Sony manteve forte controle sobre o acesso ao evento: "Não estou me envolvendo em nada disso", disse o co-roteirista e co-diretor Evan Goldberg em meio a uma risada, após se questionado sobre o impacto internacional do filme. Goldberg disse que ele e Rogen iriam organizar algumas entrevistas com a imprensa em Nova Iorque na semana seguinte para divulgar The Interview. Godberg, Rogen e Franco se misturaram aos convidados na festa pré-exibição do filme. A co-chairman da Sony Pictures Amy Pascal, que se desculpou por ter feito comentários racialmente insensíveis sobre o presidente Barack Obama em emails vazados, disse durante a première estar "indo bem", abraçando Goldberg. Pascal e Rudin tiveram que pedir desculpas publicamente depois que os hackers vazaram emails com uma piada racista envolvendo o presidente dos EUA, Barack Obama. Conversando sobre um evento da indústria cinematográfica a que o presidente compareceria, Pascal e Rudin especulam se o presidente americano teria mais interesse em filmes protagonizados por atores negros. Em entrevistas a publicações especializadas, incluindo a Deadline Hollywood, Pascal defendeu a decisão do estúdio de levar a comédia de Rogen e Goldberg adiante: "Ninguém vai nos dizer quais filmes lançar, nunca", disse ela. "Ninguém deveria ser capaz de intimidar uma empresa". De acordo com emails que datam entre agosto e outubro, e obtidos pela Reuters, o presidente-executivo da Sony Corp, Kazuo Hirai, ordenou a Pascal que amenizasse o tom do filme após Pyongyang repudiar o longa por mostrar o assassinato de Kim Jong-un.

Cancelamento de lançamento nos cinemas

Após ameaças dos hackers em 16 de dezembro de 2014, Rogen e Franco pararam a divulgação do filme, cancelando aparições agendadas anteriormente, e Sony retirou toda a publicidade televisiva. Uma porta-voz da Landmark, rede de cinemas que iria realizar a sessão de estreia do filme no Lower East Side, em Nova Iorque, disse por e-mail na quinta-feira, 18 de dezembro, que a exibição seria cancelada, mas não explicou os motivos. As cadeias de cinema ArcLight e Carmike anunciaram que não iriam exibir o filme. Executivos da Sony disseram aos donos de cinemas que não cancelariam a distribuição, mas acrescentaram que não teriam objeções se eles decidissem cancelar exibições. Um representante do Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos disse que não há nada concreto que possa significar uma ameaça: "Neste momento, não há inteligência de credibilidade que indique uma trama ativa contra cinéfilos dentro dos EUA", Departamentos de polícia em Los Angeles e em Nova Iorque, no entanto, disseram estar considerando os alertas com seriedade.

Re-lançamento nos cinemas e na internet

E finalmente no dia 23 de Dezembro,a Sony fez o re-lançamento do filme, confirmando que no dia 25 dezembro o filme seria exibido em alguns cinemas dos Estados Unidos. Entretanto, na véspera de Natal a Sony fez o lançamento do filme na internet, disponibilizando o filme nas plataformas: YouTube, Play Store, Xbox Video e no próprio hotsite do filme, para aluguel e compra nos Estados Unidos até o momento. O filme já está sendo encontrado nos sites de downloads e torrents de todo o mundo, inclusive no Brasil.

Resposta ao cancelamento

O estúdio foi criticado por várias personalidades de Hollywood e fãs que perceberam o cancelamento do filme como um ato de covardia por ceder às exigências terroristas, e não proteger a liberdade de expressão. The Guardian informou que o cancelamento surpreendeu observadores da Coreia do Norte. O presidente Barack Obama, em um pronunciamento de imprensa na Casa Branca, também criticou o movimento. Embora observando que ele era simpático à posição da Sony Corporation para proteger funcionários, Obama resumiu: "A Sony é uma corporação que sofreu significantes perdas, sou simpático a suas preocupações. Mas acho que eles cometeram um erro. Eu gostaria que eles tivessem falado comigo antes. Eu teria dito que eles não fossem por esse caminho e que não se intimidassem por esses ataques criminosos. Não podemos viver em uma sociedade em que um ditador de algum lugar imponha censura aos Estados Unidos. Se eles estão fazendo isso com um filme satírico, imagine o que eles não farão quando tiver um documentário ou um noticiário que eles não gostem?".

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Recepção

Imagem: arielle0627 · BY · Openverse

The Interview recebeu críticas mistas dos críticos nos comentários que ocorreram a partir de exames limitados antes da exibição em meados de dezembro. Na avaliação do site Rotten Tomatoes, o filme mantém um índice de aprovação de 52%, com base em 30 avaliações, com uma classificação média de 6.4/10. Consenso do site diz: "Infelizmente ofuscada pela polêmica (e sub-selecionados como resultado), o roteiro de The Interview oferece risos medianos amparados por seus dois protagonistas simpáticos". No Metacritic, o filme tem uma pontuação de 47 em 100, com base em 17 críticos, indicando "críticas mistas ou médias". No site IMDb, The Interview está com avaliação 7 de 10 a partir de mais de 23,5 mil avaliações. O filme chegou a atingir a nota máxima, sendo uma das produções mais bem avaliadas da história do site (primeiro em filmes e terceiro no geral). Vazaram e-mails de executivos da Sony de "todo o mundo" - incluindo Países Baixos, França, Coreia do Sul e Grã-Bretanha - também deram uma visão quanto à recepção interna do filme. Ele foi descrito como "desesperadamente sem graça e repetitivo", "fraco" e "desequilibrado", que o filme era "uma outra falha de ignição" por ambos Franco e Rogen, e que "Franco prova mais uma vez que a irritação é o seu forte" já que "[seu personagem] poderia ter sido atraente e engraçado". No entanto, os executivos australianos gostaram do filme e até mesmo solicitaram que Franco liderasse uma turnê promocional em todo o país, um pedido a qual os executivos britânicos pediram o inverso, dizendo que "a [sua] escolha seria não fazê-la [uma turnê promocional]."

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Fontes consultadas

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