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Campeonato Brasileiro de Futebol - Série D

O Campeonato Brasileiro de Futebol - Série D, ou simplesmente Brasileirão - Série D, é uma competição equivalente à quarta divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol. É por meio dela que os clubes conseguem acesso para a Série C.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 21/07/2026
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História

Em março de 2008, o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto, afirmou que a CBF criaria, pela primeira vez na história, a quarta divisão do Campeonato Brasileiro, denominada Série D, pois, com a diminuição do número de clubes participantes da Série C, muitas equipes do país não disputariam nenhuma competição nacional. No início de abril, a entidade confirmou a implementação da nova competição no calendário de 2009, ainda sem detalhar formato e regulamento, mas estipulando um total de 40 participantes a serem selecionados através dos campeonatos e das copas estaduais. Excepcionalmente, a primeira edição do torneio contou com 39 equipes, uma vez que nenhum clube do Acre demonstrou interesse em participar da competição. Dessa forma, as equipes foram divididas em dez grupos regionalizados, com os dois primeiros colocados de cada chave avançando ao mata-mata que levaria até a final. O primeiro campeão da Série D foi o São Raimundo-PA, que superou o Macaé na decisão. Os dois finalistas e os semifinalistas Alecrim e Chapecoense foram as primeiras equipes na história a obter o acesso para a Série C.

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Finanças

Na edição de 2022, a CBF definiu pela primeira vez na história uma premiação financeira aos clubes pelo desempenho no torneio. Na ocasião, foi estabelecido o valor mínimo de R$ 120 mil para todos os integrantes da fase de grupos, com quantias adicionais para os times que conquistassem o acesso, variando de acordo com a colocação final. Cerca de cinco meses depois, após as agremiações solicitarem apoio à CBF em reunião com os 64 participantes da Série D, a entidade definiu novas quantias como premiação a cada passagem de fase. Com isso, a equipe campeã embolsou R$ 650 mil como premiação total. Para 2023, a CBF aumentou o valor total de premiação em 50%, distribuindo R$ 25,4 milhões em cotas de participação. Dessa vez, todos os integrantes da fase de grupos receberam R$ 300 mil, com novos valores a serem pagos conforme continuidade na competição. Assim, campeão e vice angariaram uma cota de R$ 800 mil ao final da disputa. Em 2024, o valor total em premiações aos clubes participantes aumentou para R$ 35 milhões, com os integrantes da fase de grupos ganhando R$ 400 mil e, mais uma vez, as quantias aumentando conforme o avanço de fase. Dessa vez, campeão e vice embolsaram R$ 1,2 milhão.

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Transmissão televisiva

No dia 2 de julho de 2015, o Esporte Interativo adquiriu junto à CBF os direitos de transmissão da Série D de 2015 para canais fechados. Foi a primeira vez que a competição teve transmissão na televisão. No mesmo ano, a partir das oitavas de final, a TV Brasil obteve os direitos da competição para transmissão em sinal aberto. A rede de televisão pública transmitiu o torneio até 2016, mas abdicou de fazê-lo a partir de 2017, alegando cortes orçamentários. Em 9 agosto de 2018, o grupo Turner anunciou o fim imediato dos canais de TV Esporte Interativo. Como a Série D de 2018 teve seu jogo decisivo cinco dias antes, a competição não chegou a ter sua transmissão interrompida abruptamente. Alguns conteúdos da emissora, como a Liga dos Campeões, passaram a ser transmitidos por outros canais da Turner, como por exemplo TNT e Space. No entanto, a Série C não foi repassada a nenhuma parceira e simplesmente deixou de ser televisionada no decorrer do torneio, colocando em xeque a transmissão da Série D a partir de 2019 em algum canal de televisão.

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Critérios para as vagas

Os participantes são selecionados através dos campeões ou melhores colocados dos campeonatos e copas estaduais que não participam das outras divisões do Campeonato Brasileiro (Séries A, B e C), além dos rebaixados da Série C do ano anterior.

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Campeões

A primeira edição da história da Série D teve como vencedor o São Raimundo-PA, até hoje o único título da região Norte na quarta divisão. Após a temporada inaugural, deu-se início à hegemonia das regiões Nordeste e Sudeste, primeiramente com vantagem para os clubes nordestinos: em 2010, o Guarany de Sobral tornou-se o primeiro clube cearense a ser campeão nacional. Na edição seguinte, o Tupi empatou a contagem para as equipes do Sudeste. Em 2012, foi a vez do Sampaio Corrêa celebrar o campeonato da Série D, obtendo duas marcas históricas: além de ser o primeiro time a vencer a competição de forma invicta, a Bolívia Querida também se tornou a primeira (e até hoje única) equipe do país a ter conquistado o título de três divisões nacionais, uma vez que foi campeã da Série B em 1972 e da Série C em 1997. No ano seguinte, foi o Botafogo-PB quem ergueu a taça, a primeira conquista a nível nacional de um clube paraibano, aumentando a vantagem dos nordestinos na Série D. Contudo, nas três temporadas subsequentes, os clubes do sudeste pularam à frente graças aos títulos do Tombense em 2014 (tornando o estado de Minas Gerais o primeiro a ter dois vencedores da Série D); do Botafogo-SP em 2015; e do Volta Redonda em 2016 (de forma invicta).

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Treinadores e capitães campeões

O cearense Marcelo Vilar é o técnico mais vencedor da Série D, o único a conquistar o título em duas ocasiões: primeiro com o Botafogo-PB, em 2013, e cinco anos depois com o Ferroviário, clube de sua cidade natal. Curiosamente, na grande decisão de 2018, ele enfrentou o Treze, à época comandado pelo também cearense Flávio Araújo, que já havia se sagrado campeão anteriormente com o Sampaio Corrêa. Araújo também foi vice-campeão com o River-PI, em 2015, totalizando três finais de Série D. Outro treinador que acumula mais de uma decisão da quarta divisão no currículo é Oliveira Canindé: igualmente natural do estado do Ceará, ele venceu a competição comandando o Guarany de Sobral, em 2010, e levou o CSA ao vice-campeonato seis temporadas depois. Entre os capitães, destaque para o goleiro Darley, o único a levantar a taça da Série D duas vezes vestindo a braçadeira do time campeão: em 2014, com o Tombense, e também com o Retrô, dez anos depois. Outros dois nomes da lista somam dois títulos, porém apenas um deles como capitão do time campeão: o zagueiro Heitor, capitão do Mirassol em 2020, já havia sido campeão antes com o Tombense; assim como o zagueiro Wesley Matos, que foi campeão com o Tupi em 2011 e, dez anos depois, foi o capitão na campanha vitoriosa da Aparecidense.

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Participações

O Central é a agremiação recordista em participações na Série D, tendo ficado de fora apenas de cinco edições, em 2011, 2012, 2022, 2023 e 2024. Da mesma forma, a Patativa também detém o recorde de time com o maior número de participações consecutivas na quarta divisão, com nove (de 2013 a 2021). Ao todo, 27 clubes que já foram campeões de outra divisão nacional já disputaram a Série D: Brasiliense, Joinville, Sampaio Corrêa e Tuna Luso entram na contagem tanto como campeões da Série B como da Série C. Outros nove campeões da segunda divisão em algum momento disputaram a Série D, assim como outros 14 vencedores da Série C. Até hoje, nenhuma equipe campeã da Série A participou da última divisão do futebol brasileiro.[carece de fontes?] A seguir, os 22 clubes que mais participaram da Série D do Campeonato Brasileiro (de 2009 a 2026):

Campeões da Série B que participaram da Série D

Em itálico, ano em que o clube em questão foi o campeão da Série D.[carece de fontes?]

Campeões da Série C que participaram da Série D

Em itálico, ano em que o clube em questão foi o campeão da Série D.[carece de fontes?]

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Artilheiros

Ao todo, 21 jogadores já foram artilheiros de uma edição de Série D, uma vez que em quatro ocasiões a artilharia terminou empatada por dois atletas. O maior goleador de uma única temporada é Eron, que anotou 14 gols na campanha do acesso do Caxias em 2023. Somando todas as edições da quarta divisão, quem detém o recorde de maior número de gols é Aleílson: o atacante defendeu o Trem na edição de 2026 e, ao todo, acumula 43 gols na Série D, jogando por sete times diferentes em doze temporadas.

Por edição

A lista abaixo contempla os artilheiros de cada edição da Série D:

Maiores artilheiros

A lista abaixo contempla os dez maiores artilheiros da Série D de todos os tempos, considerando todas as edições de 2009 a 2026. Em negrito, os jogadores participantes da edição de 2026.

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Estatísticas

Públicos

De uma maneira geral, a Série D é marcada por uma baixa presença de torcedores nos estádios. A única vez que o torneio teve uma média de público superior a 3 mil pagantes por jogo foi na edição de 2011: neste ano, foram 3.280 espectadores por partida, número alavancado pela campanha do acesso do Santa Cruz, que registrou nesta temporada os dois maiores públicos da história da quarta divisão. O clube pernambucano, inclusive, ostenta os cinco maiores públicos da Série D e é o responsável por oito dentre os dez jogos com maior número de torcedores. Mais duas equipes aparecem como mandantes na lista dos dez maiores públicos da quarta divisão: Manaus e River-PI.

Maiores goleadas

A maior goleada da história da Série D foi a vitória do Gazin Porto Velho por 13–0 frente ao Humaitá, em 2026, em confronto válido pela 10.ª e última rodada do Grupo A2. Naquela ocasião, o Porto Velho, já classificado, disputava as primeiras colocações do seu grupo. Por outro lado, o Humaitá, já eliminado, tinha perdido todos os nove jogos que disputou anteriormente, sofrendo goleadas para Araguaína (6–0 e 7–0), Guaporé e Independência (ambas por 4–0) e o próprio Porto Velho (na primeira rodada, por 5–1). O destaque da partida foi o atacante Ruan Costa, que anotou um poker-trick. A segunda maior goleada foi a vitória do Brasiliense por 10–0 sobre o Interporto, pelo Grupo A5 da edição de 2023. A equipe candanga se aproveitou da fragilidade do rival tocantinense, que nessa edição já havia sofrido quatro goleadas anteriormente: 8–1 contra o Iporá , 4–0 para o Ceilândia, 7–0 diante do Anápolis e 6–0 frente o Operário VG.

Mais participações no "jogo do acesso"

Apesar das mudanças de formato e no número de participantes, desde a primeira edição da Série D o acesso é definido em jogos eliminatórios: os quatro clubes que avançam para as semifinais são promovidos para a Série C. Por conta disso, as partidas das quartas de final ficaram popularmente conhecidas como "jogo do acesso" – mais especificamente o jogo da volta. O América de Natal e o Caxias são os recordistas de participações no "jogo do acesso", com cinco aparições cada. Após quatro tentativas frustradas entre os anos de 2018 e 2022, a equipe do interior gaúcho finalmente logrou a promoção na edição de 2023. O América de Natal também acumula quatro eliminações nas quartas de final e uma classificação.

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Fontes consultadas

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