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A Chorus Line

A Chorus Line é um musical sobre dançarinos da Broadway que participam da seleção por um lugar na linha de coro de um novo musical.Com dezenove personagens principais, toda a história se passa num palco nu de um teatro nova-iorquino. A trama oferece um vislumbre das personalidades dos bailarinos e do diretor e coreógrafo do show, à medida que eles descrevem os eventos que moldaram suas vidas e as decisões que os fizeram tornarem-se dançarinos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Enredo

"O show é dedicado a todos aqueles que já dançaram em um coro ou executaram um passo... em qualquer lugar." Durante uma seleção de dançarinos para um futuro musical na Broadway, o imponente diretor e coreógrafo 'Zack' e seu assistente 'Larry', colocam os candidatos - todos desesperados por um trabalho - em seu próprio ritmo. Após o primeiro corte, sobram 17 candidatos. Zack lhes diz que está procurando por uma forte linha de coro para o espetáculo, formada por quatro homens e quatro mulheres. Ele quer saber mais sobre eles, e pede aos bailarinos que se apresentem e falem de si. Com relutância, os candidatos começam a falar de suas vidas. As histórias começam geralmente em ordem cronológica - da infância até a vida adulta e ao iminente fim de suas carreiras. O primeiro candidato, 'Mike', explica que ele é o mais novo entre doze irmãos. Relembra sua primeira experiência com a dança, observando as aulas de dança da irmã quando estava na pré-escola. Mike toma o lugar da irmã certo dia em que ela se recusa a ir às aulas, e fica por lá. Outro candidato, 'Bobby', tenta esconder sua infância infeliz fazendo piadas. À medida que ele fala, os outros candidatos começam a ter dúvidas sobre este estranho método de audição e debatem sobre o que e se devem revelar suas vidas à Zack. Mas, como todos precisam do emprego, a sessão continua.

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Números musicais

A Columbia Records gravou o álbum do musical com o elenco original em 3 de junho de 1975, antes mesmo do musical estrear na Broadway. Durante a peça ocorrem os seguintes números musicais:

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Produção e carreira

"Tudo começou à meia-noite do dia 18 de janeiro de 1974, num estúdio de balé." O musical foi montado por Michael Bennett a partir de uma série de sessões de trabalho, numa espécie de terapia grupal, gravadas em fitas com dançarinos da Broadway conhecidos como "ciganos" (dançarinos de alta qualidade técnica que viajavam pelo país participando de musicais de cidade em cidade, sempre como coadjuvantes das grandes estrelas nos papéis principais), oito dos quais integraram o elenco original do espetáculo. A primeira sessão gravada aconteceu em 18 de janeiro de 1974, com a presença de Bennett e mais 22 dançarinos. Os dois dançarinos que a organizaram, Michon Peacock e Tony Stevens, imaginavam criar uma companhia profissional de dança para fazer reuniões de trabalho para dançarinos da Broadway. Bennett foi convidado a se juntar ao grupo inicialmente como observador mas aos poucos passou a comandar as reuniões. Durante estas reuniões e ensaios, onde a história de A Chorus Line foi sendo construída e, ao contrário do musical pronto onde os personagens escolhidos ao final eram sempre os mesmos, personagens diferentes eram escolhidos ao final para fazerem parte da linha de coro e sempre mudavam, resultando em genuína surpresa por parte do elenco.

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Crítica

Considerado como uma revolução na maneira como os musicais deveriam ser apresentados, estética e tecnicamente, A Chorus Line teve sua carreira nos palcos da Broadway não apenas com anos de sucesso de público mas sob uma quase unânime aclamação da crítica especializada e da mídia norte-americana como um todo. A revista Newsweek colocou Donna McKechnie, a 'Cassie', em sua capa, vestida a caráter, para ilustar uma reportagem sobre os novos caminhos da Broadway depois do musical. Ken Mandelbaum, respeitado colunista teatral de Nova York, escreveu sobre o musical e seu criador, que ele era "a melhor mistura de todos os elementos que fazem um grande musical já conseguida por um artista teatral." Para Frank Rich, chefe da crítica teatral do The New York Times, "foi a junção de todos os elementos no que de mais puro e cru existe das áreas do teatro, um palco fundo e vazio, feito por seu criador, que fez com A Chorus Line arrebatasse e emocionasse suas audiências".

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Produções subsequentes

Imagem: x-ray delta one · BY-NC-SA · Openverse

O sucesso do musical fez com que rapidamente expandisse suas apresentações para outras cidades dos Estados Unidos - com um espetáculo montado em Los Angeles em 1976 - e pelo mundo. Uma produção estreou na Inglaterra no mesmo ano, no West End de Londres, onde fez carreira por vários anos e recebendo no ano de estreia o Laurence Olivier Award como Melhor Musical de 1976, o primeiro ano em que o prêmio foi instituído. Os anos seguintes viram versões do musical na Austrália, México, Brasil (ver seção), Sérvia, Dinamarca, Suíça, Alemanha, Nova Zelândia, Porto Rico, entre outros. Na Itália, o musical teve várias reedições, sendo as mais recentes produzidas pela Compagnia della Rancia, do ator e diretor Saverio Marconi - que foi o responsável por dirigir a primeira montagem - em 1998 e novamente em 2008. No México, ele estreou em 9 de maio de 1989 e ganhou uma remontagem em novembro de 2010. Em 2006, o co-coreógrafo original do musical, Bob Avian (Bennett, o criador, diretor e principal coreógrafo morreu de AIDS em 1987) dirigiu uma nova versão de A Chorus Line na Broadway, dezesseis anos depois de seu encerramento oficial, com a coreografia reconstruída por Baayork Lee, que fez o papel de 'Connie' em 1975. Estreando no Gerald Schoenfeld Theatre em 5 de outubro, depois de uma pré-temporada de teste em San Francisco, o relançamento foi saudado pela crítica e pelo público, sendo apresentado por quase dois anos, até agosto de 2008, num total de 759 apresentações. O sucesso do musical com a nova geração de espectadores foi tanto que a produção, orçada em US$ 8 milhões, pagou-se em apenas 19 semanas. Além disso, a remontagem foi indicada a dois prêmios Tony, para Charlotte d'Amboise (a 'Cassie' da versão 2006) e como melhor relançamento.

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Outras mídias

Imagem: Theen ... · BY-NC-SA · Openverse

Já em 1975 foi lançado um LP com as canções do musical, pela Columbia Masterworks.[nota 6] Em 1985, A Chorus Line foi levado ao cinema num filme de Richard Attenborough, com Michael Douglas no papel de 'Zach'. Apesar de ser indicado a três oscars técnicos, o filme não teve boa recepção da crítica: no site Rotten Tomatoes, especializado em reunir críticas da imprensa sobre cinema e atribuir porcentagens de aprovação, o filme possui um índice de apenas 40%, indicando que apenas 4 em cada 10 críticos profissionais que analisaram o filme publicaram críticas positivas. No site Metacritic, de proposta similar, mas que estabelece um sistema de pontuação de 0 a 100, o filme obteve apenas 46 pontos, com base em 13 críticas publicadas na imprensa. Vincent Canby, crítico de cinema do The New York Times, apontou em sua resenha: "Embora fosse comum se achar que Hair não funcionaria como um filme, Milos Forman conseguiu transformá-lo num dos mais originais filmes dos últimos 20 anos. Desde então passaram a dizer que A Chorus Line não poderia ser filmado - e dessa vez estavam certos". O filme foi um fracasso de bilheteria, não conseguindo reaver o investimento. Michael Bennett declinou do convite para participar da produção quando sua proposta de que o filme fosse feito como uma seleção de dançarinos para o próprio filme baseado no musical, ao invés de uma transposição literal da peça para o cinema, foi recusada. Quando Attenborough aceitou dirigir o projeto, houve receios quanto ao tratamento que um diretor britânico daria a uma história essencialmente americana.

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No Brasil

A montagem brasileira, que estreou em São Paulo em 1983, foi traduzida por Millor Fernandes, produzida por Walter Clark e contou com a direção musical de Murilo Alvarenga. No elenco, quase todo de desconhecidos e onde vários alcançaram o estrelato posteriormente, Cláudia Raia (então com 16 anos), Ricardo Bandeira, Raul Gazzolla, Regina Restelli, Thales Pan Chacon, Eduardo Martini, Teca Pereira, Katia Bronstein, Luiz Carlos Buruca, Guilherme Leme, Márcia Albuquerque – a primeira "Cassie" brasileira, "Laura" no Brasil – Viviane Alfano, Rubens Gabira, Dil Costa, Maria Lúcia Priolli, Rita Malot e Nadia Nardini, entre outros. A única figura então já conhecida do grande público era a bailarina e atriz Heloísa Millet, que sete anos havia surgido nacionalmente no corpo de dança da abertura do programa Fantástico, da Rede Globo, e feito algumas novelas em papéis secundários nos anos seguintes. Além de participar de um dos elencos da versão brasileira, a bailarina e coréografa Maíza Tempesta também participou do elenco do musical na Broadway, em 1983, ao lado de mais 332 bailarinos que comemoraram juntos, em cima de um palco reforçado do teatro, a quebra do recorde de apresentações seguidas de um musical.

Histórico

Quando pediu demissão em 1982 da Rede Bandeirantes, onde dirigia a emissora, Walter Clark declarou: "Sou rico. Vou é fazer musicais". Clark assistiu a peça a primeira vez em 1976 e, com sua demissão, decidiu finalmente produzir o espetáculo no país; para tanto contou com antigos sócios desde os tempos em que foi o "todo poderoso" da Rede Globo - José Octavio de Castro Neves e José Arce, unidos na firma Clark, Neves, Arce, Associados. Apesar de contar com os sócios, Clark precisou levantar dinheiro para concretizar a produção, fazendo-o por meio da venda de cotas que, primeiramente estabelecidas no valor de 1,5 milhão de Cruzeiros cada uma, foram depois majoradas para 3 milhões, dando direito à participação em 1% dos lucros; foram vendidas 44 cotas e o investimento na época chegou à cifra recorde no país de 300 milhões de Cruzeiros.

O espetáculo

A produção paulista foi encenada no Teatro Sérgio Cardoso, pertencente ao governo do estado; na época a Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo, por razões de patrulhamento ideológico, manifestou-se contrária à produção da peça com argumentos que foram desde a uma suposta reserva do teatro a outro produtor até o fato de que a peça não acrescentaria nada à "genuína produção nacional", pois que era "importada". Dias antes da apresentação inicial foi constatado que a posição da orquestra abafava a voz dos atores/bailarinos; a solução encontrada foi a colocação de uma cobertura, de modo que para acompanhar o desenrolar do musical o maestro Murilo Alvarenga teve colocado à sua frente um monitor de televisão; igual recurso foi usado nas coxias, onde o elenco de apoio e reservas reforçavam o coro.

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Fontes consultadas

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