SM Entertainment
SM Entertainment é uma empresa de entretenimento sul-coreana, fundada por Lee Soo Man. A empresa atua como uma gravadora, agência de talentos, agência de viagens, empresa de produção musical, gestão e produção de concertos. É uma das empresas de maior destaque na Coreia do Sul, formando junto com a YG Entertainment e a JYP Entertainment, um grupo conhecido como "Big3".
1989–2000: Criação e primeira geração de artistas
Lee Soo-man iniciou uma carreira de cantor em 1971, um ano depois de ingressar na Universidade Nacional de Seul, ao qual permaneceu até 1979. No início dos anos 80, Lee deixou o mundo do entretenimento e ingressou na Universidade do Estado da Califórnia, em Northridge, nos Estados Unidos. Em 1989, ele retornou à Coreia do Sul e estabeleceu o que era então conhecido como "SM Studio" no bairro de Apgujeong em Gangnam, Seul. Em fevereiro de 1995, a empresa mudou seu nome para SM Entertainment e criou seu fundo de capital, Jung Hae-ik foi nomeado CEO naquele período. A partir de então, a SM desenvolveu um sistema de produção interno de artistas, lançando atos como o grupo masculino H.O.T. em 1996, o grupo feminino S.E.S. em 1997, o grupo masculino Shinhwa em 1998, a dupla de R&B Fly to the Sky em 1999 e a solista BoA em 2000.
2000–2005: Afiliações e segunda geração de artistas
No início dos anos 2000, houve a dissolução do H.O.T (em 2001) e de S.E.S (em 2002). O Shinhwa partiu para uma nova agência, e novos artistas como a dupla Isak N Jiyeon e o grupo masculino Black Beat, falharam em alcançar a popularidade de seus artistas anteriores. Em dezembro de 2000, a SM estabeleceu uma empresa afiliada chamada Fandango Korea. Em janeiro de 2001, a empresa fundou uma divisão no exterior, a SM Entertainment Japan. Na mesma época, a SM foi aprovada para cotação na KOSDAQ, e realizou uma afiliação com a gravadora japonesa Avex Trax. A SM também formou as subsidiárias BM Entertainment e Cid. K Entertainment (com a qual os grupos femininos M.I.L.K. e Shinvi foram contratados, respectivamente), mas depois se dissolveram quando seus grupos se separaram.
2005–2010: Expansão e artistas internacionais
Em 2005, Kim Young-min se tornou o terceiro CEO da empresa, sob o qual diversos artistas foram lançados com o objetivo de realizarem promoções fora da Coreia do Sul. Os artistas produzidos pela SM durante este período incluem a solista de origem chinesa Zhang Liyin (2006), a solista de língua japonesa J-Min (2007), os grupos femininos: Girls' Generation (2007), f(x) (2009) e o grupo masculino Shinee (2008). Em abril de 2008, a SM estreou uma sub-unidade em língua mandarim do Super Junior, chamada Super Junior-M. Em outubro de 2008, a SM anunciou planos para a estreia da BoA no mercado estadunidense, sob um selo subsidiário recém-formado chamado de SM Entertainment USA.
2010–2012: Outros empreendimentos conjuntos
Em fevereiro de 2010, depois de duas décadas no conselho de administração da SM, seu fundador Lee Soo-man renunciou ao cargo para "concentrar mais energia nos negócios internacionais da SM, na gestão de novos negócios e no desenvolvimento de artistas". Em março de no mesmo ano, a KMP Holdings foi estabelecida como um empreendimento conjunto entre a SM com a YG Entertainment, JYP Entertainment, Star Empire, e outras companhias como Medialine, CAN Entertainment e Music Factory. O primeiro lançamento da KMP Holdings pela SM, foi o quinto álbum de estúdio do Super Junior, Mr. Simple (2011), que marcou o fim da autodistribuição da SM. Em maio, a SM anunciou seu maior lucro operacional já registrado no primeiro trimestre, em ₩10,4 bilhões de wones, um aumento de 471% em relação ao mesmo período do ano anterior. Sua receita bruta foi relatada em ₩22,7 bilhões de wones, um aumento de 58% em relação ao ano anterior.
2013–2015: Terceira geração de artistas, Galaxia SM e Label SJ
Em 2013, a SM C&C adquiriu a Hoon Media (uma empresa de produção liderada por Lee Hoon-hee, responsável pelos dramas televisivos da KBS: 1 vs 100, Heroines 6, Qualifications of Men e o programa musical Music Bank) além da Woollim Entertainment, uma gravadora responsável por artistas como o grupo masculino Infinite. Em janeiro de 2014, a SM e as outras seis agências de talentos por trás da KMP Holdings formaram uma parceria coletiva de títulos e compraram 13,48% das ações da KT Music, deixando a controladora KT Corporation com 49,99%. Em fevereiro, a SM adquiriu uma participação na Baljunso, uma gravadora independente fundada em 1991 por Kang Byung-yong. Em 1 de agosto do mesmo ano, a SM lançou o grupo feminino Red Velvet, cinco anos após o seu último grupo feminino f(x).
2016–presente: Investimento internacional, SM Station e ScreaM Records
Numa conferência realizada no dia 27, anunciaram um novo projecto que implicará o lançamento de músicas durante todas as semanas de um ano, através da nova plataforma digital STATION e a criação de uma sub-gravadora para artistas EDM (ScreaM Records) assim como um EDM Festival. Kim Young-min deixou de ser o CEO da SM Entertainment onde passou 12 anos. Em 4 de abril de 2017, Nam So-young assumiu o cargo como co-CEO da empresa em Seul. Recentemente saíram scans dos documentos afirmando sobre a troca. No final do ano de 2017 haverá a escolha oficial do CEO da empresa. Nam So-young é conhecida por alguns fãs que acompanham a empresa de perto. Ela é CEO da SM Entertainment Japan, Diretora Executiva da SM C&C e da SM Entertainment Asia Co Ltd. Além disso, está envolvida em boatos que não saiba administrar, lidar com grupos femininos.
Imagem: DiverseMentality · BY-SA · Openverse
SM Town é o nome do projeto da SM para álbuns de férias de verão e inverno. Cada álbum consiste de uma canção de todos os artistas da gravadora e uma música de cada artista ou grupo que esteja ativo. Além disso, todos os artistas da SM Entertainment são conhecidos coletivamente sob o nome de SMTown.
SM Rookies
SM Rookies, é um projeto da SM Entertainment, iniciado em dezembro de 2013, que lança os trainees que ainda estão sob o treinamento da empresa para atividades em programas de televisão, photoshoots, trilhas sonoras e concertos.
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Disputas contratuais
No fim de julho de 2009, três dos cinco membros do grupo TVXQ - Kim Jaejoong, Park Yoochun e Kim Junsu - se apresentaram no Tribunal Central do Distrito de Seul, com o objetivo de investigar a validade de seu contrato com a SM Entertainment, pois consideravam o contrato de treze anos excessivamente longo e que os ganhos não eram distribuídos de maneira justa aos membros. A quebra do contrato, faria os membros compensarem ao empregador três vezes mais o valor total do investimento que receberam e duas vezes o lucro ordinário durante o período remanescente do contrato. As notícias desta disputa fizeram com que o preço das ações KOSPI da SM caíssem 10,06%. Além disso, 120.000 fãs do TVXQ entraram com uma petição no Tribunal do Distrito Central de Seul contra os contratos de longo prazo da SM e também pediram indenização por um concerto ao vivo da SMTown que havia sido cancelado uma semana antes da data programada. A declaração dizia: "Eles tiveram problemas de saúde e finalmente atingiram seus limites físicos, mas a SM Entertainment continuou a enviá-los ao exterior e planejar atividades excessivas. Assim, os três membros começaram a esperar para que pudessem continuar suas carreiras como desejam, em vez de serem usados como ferramentas para os lucros da agência".
Boicote ao Mnet Asian Music Awards "MAMA" de 2009
Em 21 de novembro de 2009, a SM boicotou o evento de premiação Mnet Asian Music Awards, reivindicando ter dúvidas quanto ao padrão de honestidade e aos critérios utilizados pela idealizadora Mnet, para selecionar os ganhadores dos prêmios. A empresa mencionou especificamente o Girls' Generation, que liderou as paradas musicais coreanas por nove semanas consecutivas e havia recebido inúmeros prêmios por seu single "Genie", mas que nunca venceu o programa semanal M! Countdown também da Mnet e só apareceu em suas paradas, um mês após o lançamento do álbum. Além disso, a SM também demonstrou descontentamento com o fato de quem quisesse votar nas categorias, ter que pagar uma taxa e declarou que não queriam "ver os fãs sofrerem nenhum dano com a votação, que tem intenções comerciais".
Investigação da Comissão de Comércio Justo da Coreia
Em 2010, a Comissão de Comércio Justo da Coreia (KFTC) realizou uma investigação sobre as políticas da SM, especialmente em relação aos termos de contrato dos seus artistas, e concluiu que eram injustos. Posteriormente, os contratos dos artistas tiveram seu período de vigência reduzidos para um período de três anos e houve uma redução nas penalidades por violações de quebra de contrato. Na época, todos os artistas assinados pela SM foram recontratados sob os novos termos. A SM também foi uma das quinze empresas processadas e multadas pela KFTC por manipulação de preços em 2011. Em 2012, a SM foi acusada de conluio com distribuidores de música, mas foi liberada da acusação. Em 16 de agosto do mesmo ano, o Supremo Tribunal de Seul revelou seu veredicto sobre o assunto: "A KFTC cancelou todas as ordens corretivas contra a SM Entertainment, e os custos do processo serão pagos pelo réu".


