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SM Entertainment

SM Entertainment é uma empresa de entretenimento sul-coreana, fundada por Lee Soo Man. A empresa atua como uma gravadora, agência de talentos, agência de viagens, empresa de produção musical, gestão e produção de concertos. É uma das empresas de maior destaque na Coreia do Sul, formando junto com a YG Entertainment e a JYP Entertainment, um grupo conhecido como "Big3".

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 05/07/2026
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História

1989–2000: Criação e primeira geração de artistas

Lee Soo-man iniciou uma carreira de cantor em 1971, um ano depois de ingressar na Universidade Nacional de Seul, ao qual permaneceu até 1979. No início dos anos 80, Lee deixou o mundo do entretenimento e ingressou na Universidade do Estado da Califórnia, em Northridge, nos Estados Unidos. Em 1989, ele retornou à Coreia do Sul e estabeleceu o que era então conhecido como "SM Studio" no bairro de Apgujeong em Gangnam, Seul. Em fevereiro de 1995, a empresa mudou seu nome para SM Entertainment e criou seu fundo de capital, Jung Hae-ik foi nomeado CEO naquele período. A partir de então, a SM desenvolveu um sistema de produção interno de artistas, lançando atos como o grupo masculino H.O.T. em 1996, o grupo feminino S.E.S. em 1997, o grupo masculino Shinhwa em 1998, a dupla de R&B Fly to the Sky em 1999 e a solista BoA em 2000.

2000–2005: Afiliações e segunda geração de artistas

No início dos anos 2000, houve a dissolução do H.O.T (em 2001) e de S.E.S (em 2002). O Shinhwa partiu para uma nova agência, e novos artistas como a dupla Isak N Jiyeon e o grupo masculino Black Beat, falharam em alcançar a popularidade de seus artistas anteriores. Em dezembro de 2000, a SM estabeleceu uma empresa afiliada chamada Fandango Korea. Em janeiro de 2001, a empresa fundou uma divisão no exterior, a SM Entertainment Japan. Na mesma época, a SM foi aprovada para cotação na KOSDAQ, e realizou uma afiliação com a gravadora japonesa Avex Trax. A SM também formou as subsidiárias BM Entertainment e Cid. K Entertainment (com a qual os grupos femininos M.I.L.K. e Shinvi foram contratados, respectivamente), mas depois se dissolveram quando seus grupos se separaram.

2005–2010: Expansão e artistas internacionais

Em 2005, Kim Young-min se tornou o terceiro CEO da empresa, sob o qual diversos artistas foram lançados com o objetivo de realizarem promoções fora da Coreia do Sul. Os artistas produzidos pela SM durante este período incluem a solista de origem chinesa Zhang Liyin (2006), a solista de língua japonesa J-Min (2007), os grupos femininos: Girls' Generation (2007), f(x) (2009) e o grupo masculino Shinee (2008). Em abril de 2008, a SM estreou uma sub-unidade em língua mandarim do Super Junior, chamada Super Junior-M. Em outubro de 2008, a SM anunciou planos para a estreia da BoA no mercado estadunidense, sob um selo subsidiário recém-formado chamado de SM Entertainment USA.

2010–2012: Outros empreendimentos conjuntos

Em fevereiro de 2010, depois de duas décadas no conselho de administração da SM, seu fundador Lee Soo-man renunciou ao cargo para "concentrar mais energia nos negócios internacionais da SM, na gestão de novos negócios e no desenvolvimento de artistas". Em março de no mesmo ano, a KMP Holdings foi estabelecida como um empreendimento conjunto entre a SM com a YG Entertainment, JYP Entertainment, Star Empire, e outras companhias como Medialine, CAN Entertainment e Music Factory. O primeiro lançamento da KMP Holdings pela SM, foi o quinto álbum de estúdio do Super Junior, Mr. Simple (2011), que marcou o fim da autodistribuição da SM. Em maio, a SM anunciou seu maior lucro operacional já registrado no primeiro trimestre, em ₩10,4 bilhões de wones, um aumento de 471% em relação ao mesmo período do ano anterior. Sua receita bruta foi relatada em ₩22,7 bilhões de wones, um aumento de 58% em relação ao ano anterior.

2013–2015: Terceira geração de artistas, Galaxia SM e Label SJ

Em 2013, a SM C&C adquiriu a Hoon Media (uma empresa de produção liderada por Lee Hoon-hee, responsável pelos dramas televisivos da KBS: 1 vs 100, Heroines 6, Qualifications of Men e o programa musical Music Bank) além da Woollim Entertainment, uma gravadora responsável por artistas como o grupo masculino Infinite. Em janeiro de 2014, a SM e as outras seis agências de talentos por trás da KMP Holdings formaram uma parceria coletiva de títulos e compraram 13,48% das ações da KT Music, deixando a controladora KT Corporation com 49,99%. Em fevereiro, a SM adquiriu uma participação na Baljunso, uma gravadora independente fundada em 1991 por Kang Byung-yong. Em 1 de agosto do mesmo ano, a SM lançou o grupo feminino Red Velvet, cinco anos após o seu último grupo feminino f(x).

2016–presente: Investimento internacional, SM Station e ScreaM Records

Numa conferência realizada no dia 27, anunciaram um novo projecto que implicará o lançamento de músicas durante todas as semanas de um ano, através da nova plataforma digital STATION e a criação de uma sub-gravadora para artistas EDM (ScreaM Records) assim como um EDM Festival. Kim Young-min deixou de ser o CEO da SM Entertainment onde passou 12 anos. Em 4 de abril de 2017, Nam So-young assumiu o cargo como co-CEO da empresa em Seul. Recentemente saíram scans dos documentos afirmando sobre a troca. No final do ano de 2017 haverá a escolha oficial do CEO da empresa. Nam So-young é conhecida por alguns fãs que acompanham a empresa de perto. Ela é CEO da SM Entertainment Japan, Diretora Executiva da SM C&C e da SM Entertainment Asia Co Ltd. Além disso, está envolvida em boatos que não saiba administrar, lidar com grupos femininos.

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SM Town

Imagem: DiverseMentality · BY-SA · Openverse

SM Town é o nome do projeto da SM para álbuns de férias de verão e inverno. Cada álbum consiste de uma canção de todos os artistas da gravadora e uma música de cada artista ou grupo que esteja ativo. Além disso, todos os artistas da SM Entertainment são conhecidos coletivamente sob o nome de SMTown.

SM Rookies

SM Rookies, é um projeto da SM Entertainment, iniciado em dezembro de 2013, que lança os trainees que ainda estão sob o treinamento da empresa para atividades em programas de televisão, photoshoots, trilhas sonoras e concertos.

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Controvérsias

Imagem: DiverseMentality · BY-SA · Openverse

Disputas contratuais

No fim de julho de 2009, três dos cinco membros do grupo TVXQ - Kim Jaejoong, Park Yoochun e Kim Junsu - se apresentaram no Tribunal Central do Distrito de Seul, com o objetivo de investigar a validade de seu contrato com a SM Entertainment, pois consideravam o contrato de treze anos excessivamente longo e que os ganhos não eram distribuídos de maneira justa aos membros. A quebra do contrato, faria os membros compensarem ao empregador três vezes mais o valor total do investimento que receberam e duas vezes o lucro ordinário durante o período remanescente do contrato. As notícias desta disputa fizeram com que o preço das ações KOSPI da SM caíssem 10,06%. Além disso, 120.000 fãs do TVXQ entraram com uma petição no Tribunal do Distrito Central de Seul contra os contratos de longo prazo da SM e também pediram indenização por um concerto ao vivo da SMTown que havia sido cancelado uma semana antes da data programada. A declaração dizia: "Eles tiveram problemas de saúde e finalmente atingiram seus limites físicos, mas a SM Entertainment continuou a enviá-los ao exterior e planejar atividades excessivas. Assim, os três membros começaram a esperar para que pudessem continuar suas carreiras como desejam, em vez de serem usados ​​como ferramentas para os lucros da agência".

Boicote ao Mnet Asian Music Awards "MAMA" de 2009

Em 21 de novembro de 2009, a SM boicotou o evento de premiação Mnet Asian Music Awards, reivindicando ter dúvidas quanto ao padrão de honestidade e aos critérios utilizados pela idealizadora Mnet, para selecionar os ganhadores dos prêmios. A empresa mencionou especificamente o Girls' Generation, que liderou as paradas musicais coreanas por nove semanas consecutivas e havia recebido inúmeros prêmios por seu single "Genie", mas que nunca venceu o programa semanal M! Countdown também da Mnet e só apareceu em suas paradas, um mês após o lançamento do álbum. Além disso, a SM também demonstrou descontentamento com o fato de quem quisesse votar nas categorias, ter que pagar uma taxa e declarou que não queriam "ver os fãs sofrerem nenhum dano com a votação, que tem intenções comerciais".

Investigação da Comissão de Comércio Justo da Coreia

Em 2010, a Comissão de Comércio Justo da Coreia (KFTC) realizou uma investigação sobre as políticas da SM, especialmente em relação aos termos de contrato dos seus artistas, e concluiu que eram injustos. Posteriormente, os contratos dos artistas tiveram seu período de vigência reduzidos para um período de três anos e houve uma redução nas penalidades por violações de quebra de contrato. Na época, todos os artistas assinados pela SM foram recontratados sob os novos termos. A SM também foi uma das quinze empresas processadas e multadas pela KFTC por manipulação de preços em 2011. Em 2012, a SM foi acusada de conluio com distribuidores de música, mas foi liberada da acusação. Em 16 de agosto do mesmo ano, o Supremo Tribunal de Seul revelou seu veredicto sobre o assunto: "A KFTC cancelou todas as ordens corretivas contra a SM Entertainment, e os custos do processo serão pagos pelo réu".

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