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Gramática

Gramática designa conjunto de prescrições e regras que determinam o uso considerado correto da língua escrita e falada, especialmente o modo como as unidades desta se combinam entre si para formar unidades maiores. Também designa um ramo da linguística que estuda os elementos que compõem a gramática das línguas. Além disso, ainda nomeia as obras produzidas a partir destes estudos, classificadas em diversos tipos, a depender do elemento da língua que tomam como escopo: gramáticas históricas, comparativas, descritivas, e prescritivas, estas últimas também chamadas gramáticas normativas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 07/07/2026
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Teoria geral da gramática

Imagem: Joaquín R. · BY-NC-SA · Openverse

Segundo Eckersley e Macaulay, "gramática é a arte de colocar as palavras certas nos lugares certos". Gramática, portanto, numa abordagem generalista, não se vincula a esta ou àquela língua em especial, mas a todas. Ela contém o germe estrutural de todas, realizando a conexão essencial subjacente à relação de cada uma com as demais. Os diversos enfoques da gramática (normativa, histórica, comparativa, funcional e descritiva) estudam a morfologia e a sintaxe, as quais tratam, somente, dos aspectos estruturais, constituindo, uma parte da linguística que se distingue da fonologia e da semântica (que seriam estudos independentes), conquanto estas duas possam compreender-se, também, dentro do escopo amplo da gramática. Dentre os diversos tipos de gramáticas, a chamada gramática normativa é a mais conhecida pela população e é estudada durante o período escolar. É elaborada, em geral, pelas Academias de Letras de cada país, nem sempre em conformidade com o uso corrente da população, mesmo em amostragens da porção tida por "mais culta". Sabemos que é de fundamental importância o uso da gramática normativa em toda a vida escolar das pessoas, porém, vale ressaltar aqui que existem variações linguísticas que devem ser trabalhadas também em sala de aula, e assim levar esses alunos a conhecer as diversidades da língua portuguesa.

Acepções

O termo "gramática" é usado em acepções distintas: pode referir-se ao manual onde as regras de regulação e uso da língua estão explicitadas, ou ao saber que os falantes têm interiorizado acerca da sua língua materna. Estas duas acepções distintas remetem aos conceitos de Gramática Prescritiva ou Normativa, que impõem determinados comportamentos linguísticos como corretos, marginalizando outros que não se enquadram nos padrões indicados por essas. O termo também nomeia teorias sobre aquisição, geração e funcionamento da língua. A exemplo, tem-se a Gramática Gerativa de Noam Chomsky, que descreve um conjunto finito de regras que gerariam todas as frases de uma língua. Outro exemplo é a Gramática Funcional, segundo a qual as regras gramaticais estão vinculadas as necessidades comunicativas dos falantes.

A noção do correto e a mutabilidade linguística

Conquanto "correto" faça remissão semântica a imutabilidade ("não desvio") ou a um pré-determinado ou estabelecido padrão, neste caso linguístico, convém observar três princípios básicos que se fazem presentes na dinâmica cultural humana: Isso posto, sem demérito para [ou exclusão de] as variadíssimas expressões e modalidades de "gramática", as também variadíssimas linguagens, as incontáveis tribos culturais, fica logo claro que "é preciso alguma ordem na casa, para que as coisas funcionem a contento". Isso inclui a "Casa Linguística". Pois o ser humano — essencial e semioticamente simbólico que é — necessita de um mínimo de estrutura de ordem para humanamente ser a sua existência. O que importa em regras daqui e dali, inescapavelmente.

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História da gramática

Imagem: Biblioteca Central UFRGS ; corte de Eugenio Hansen, OFS · BY-SA · Openverse

As primeiras gramáticas sistemáticas se originaram na Idade do Ferro na Índia, com Yaska (VI a.C.), Pāṇini (IV a.C.) e seus comentadores Pingala (200 a.C.), Katyayana, e Patânjali (II a.C). No Ocidente, a gramática surgiu como uma disciplina do helenismo a partir de III. a.C. com autores como Rhyanus e Aristarco de Samotrácia. A mais antiga obra existente, Arte da Gramática (Τέχνη Γραμματική), é atribuída ao gramático grego Dionísio, o Trácio (100 a.C.), e serviu de base para as gramáticas grega, latina e de outras línguas europeias até o Renascimento. Com o advento do Império Romano, os romanos receberam essa tradição dos gregos e traduziram para o latim os nomes das partes da oração e dos acidentes gramaticais. Muitas destas denominações chegaram aos nossos dias. A gramática latina foi desenvolvida seguindo modelos gregos do século I a.C., devido ao trabalho de autores como Lúcio Orbílio Pupilo, Remmius Palaemon, Marcus Valerius Probus, Marcus Verrius Flaccus e Aemilius Asper.

Primeiras gramáticas

Escrita por Fernão de Oliveira, presbítero secular e professor de retórica em Coimbra, a primeira gramática portuguesa escrita de que se há notícia chama-se Grammatica da lingoagem Portuguesa data do século XVI e foi publicada em Lisboa, em 1536, por ordem de D. Fernando de Almada. Decorridos quatro anos, surge a seguinte, autorada por João de Barros e editada igualmente em Lisboa em 1540.

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Outras gramáticas

Imagem: vilici74 · BY-NC-SA · Openverse

Na informática, a sintaxe de cada linguagem de programação é definida com uma gramática formal, ou linguagem natural. Na informática e na matemática, gramáticas formais definem linguagens formais. A hierarquia de Chomsky define vários importantes tipos de gramáticas formais.

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Classificação

Imagem: Joaquín R. · BY-NC-SA · Openverse

Costuma-se classificar a Gramática em partes "autônomas, porém harmônicas entre si", a fim de facilitar o seu estudo. A classificação convencional padrão divide a Gramática em 10 áreas, embora não pretenda ser uma classificação definitiva, exaustiva ou única.

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