Sociedade Esportiva Palmeiras
Sociedade Esportiva Palmeiras, conhecida popularmente como Palmeiras e anteriormente como Palestra Italia, é um clube poliesportivo brasileiro da cidade de São Paulo, capital do estado homônimo. Foi fundado em 26 de agosto de 1914 e suas cores, presentes no escudo e bandeira oficial, são o verde e branco. O vermelho, presente desde sua fundação em 1914, foi excluído na mesma reunião que, durante a Segunda Guerra Mundial e sob pressão do governo de Getúlio Vargas, oficializou a mudança de nome de Palestra Italia para Palmeiras. Na ocasião, o novo nome foi escolhido em homenagem à extinta Associação Atlética das Palmeiras, que apoiara o clube em seus primórdios e cuja escolha permitiu preservar, no escudo do uniforme em uso, a letra “P”. O clube manda suas partidas no estádio Nubank Parque. Seus maiores rivais no futebol são o Corinthians, com quem disputa o Derby Paulista; o Santos, com quem disputa o Clássico da Saudade; e São Paulo, com quem disputa o Choque-Rei.
Início do século XX
A História da Sociedade Esportiva Palmeiras começa no dia 26 de agosto de 1914, quando o clube foi fundado por imigrantes italianos na cidade de São Paulo com o nome de Palestra Italia, durante reunião no Palacete Baruel, nas proximidades da Praça da Sé. A primeira partida da equipe foi disputada em 24 de janeiro de 1915 contra o Savoia, do atual município de Votorantim, à época distrito de Sorocaba, no interior paulista, e contou com a vitória palestrina por 2 a 0, com gols de Bianco e Alegretti. Depois de colecionar nas décadas de 20 e 30 do século XX uma série de títulos paulistas e conquistar uma quantidade relevante de torcedores, o clube foi obrigado a mudar seu nome para Sociedade Esportiva Palmeiras em 1942, por ocasião da Segunda Guerra Mundial, já que o Brasil, governado pelo então presidente Getúlio Vargas, declarou guerra aos países do "Eixo" (Alemanha, Itália e Japão) e se alinhou aos países "Aliados", (Estados Unidos, União Soviética, Reino Unido, França, e outros).
Segunda metade do século XX
Na virada da primeira para a segunda metade do século, o alviverde atingiu um grande momento, conquistando seu primeiro e um dos mais importantes títulos internacionais. O clube paulistano venceu a Juventus, da Itália, no Estádio do Maracanã, para um público de mais de 100 mil pessoas, na final da Copa Rio de 1951, competição que foi reconhecida posteriormente pela FIFA com um Mundial de Clubes. Entre 1958 e 1970, nos "anos de ouro" do futebol brasileiro, quando o País conquistou seus três primeiros títulos mundiais de futebol e encantou o planeta, o Palmeiras era um dos poucos times que conseguiam ser páreo para o Santos de Pelé, considerado um dos maiores times do mundo em todos os tempos.
Século XXI
Depois do novo período de alegria, que além de títulos contou com duas eliminações históricas do Corinthians na Copa Libertadores da América, e já com o término da parceria com a Parmalat, a torcida alviverde conviveu com a enorme tristeza do rebaixamento no Campeonato Brasileiro de 2002. Numa demonstração de paixão e fidelidade, apoiou o Palmeiras na conquista da Série B de 2003. A primeira década do século XXI foi um período de tentativas de reestruturação política e administrativa para o clube, que voltou a levantar um título de primeira divisão somente em 2008, quando conquistou o Campeonato Paulista. Em 2012, ano no qual o ídolo Marcos encerrou a carreira, o Palmeiras voltou a levantar um título nacional após 12 anos. Comandada novamente por Luiz Felipe Scolari, a equipe alviverde conquistou a Copa do Brasil de 2012, de forma invicta, depois de levar a melhor contra o Coritiba na final da competição. No mesmo ano que ratificou a marca de maior campeão nacional da história, o alviverde amargou um novo rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro, depois de uma campanha marcada por uma série de contusões de jogadores, mau planejamento, elenco limitado e uma administração bastante questionada de seu presidente Arnaldo Tirone.
Associados
Atualmente, o Palmeiras é um dos clubes com maior número de sócios do Brasil, tendo em seu quadro de associados um número estimado de 15 000 sócios. O Palmeiras, além disso, criou, em dezembro de 2006, um projeto de sócio-torcedor, o "Onda Verde". Na ocasião, em pouco mais de um mês, o programa ganhou mais de quatro mil adeptos. No final de 2009, o Palmeiras lançou mais um programa de sócio-torcedor, denominado Avanti. Com mais benefícios oferecidos, a diretoria do clube estipulou como meta a adesão de 200 mil pessoas em dois anos, o que deixaria, se o objetivo fosse alcançado, o quadro de sócios-torcedores do alviverde entre os maiores do mundo. Em junho de 2012, o Avanti foi remodelado e se transformou no programa de sócio-torcedor Avanti Palmeiras, que oferecia ainda mais vantagens para os associados. Lançado poucos dias antes do primeiro jogo da final da Copa do Brasil, entre Palmeiras e Coritiba, o projeto atraiu 9 mil pessoas em seu primeiro dia de existência, superando todas as expectativas da diretoria do clube.
Patrimônio
O Estádio Palestra Italia, também popularmente conhecido como Parque Antárctica, já foi palco de partidas com público superior a 40 mil pessoas no século XX, mas, pouco antes do início das reformas para transformação em uma arena, por razões de segurança, tinha capacidade para 27 650 pessoas. Foi inaugurado em 1902 pela Companhia Antarctica Paulista e adquirido pelo Palmeiras, então Palestra Italia, em 1920. Sempre foi o local onde o Palmeiras mandou regularmente a maioria dos seus jogos e já foi palco de inúmeras decisões importantes de competições de destaque, como a Copa Libertadores da América, a Copa Mercosul, a Copa do Brasil e o Campeonato Paulista, entre outros. No dia 9 de julho de 2010, um jogo amistoso entre Palmeiras e Boca Juniors, que contou com vitória por 2 a 0 da equipe argentina, marcou a despedida definitiva do Estádio Palestra Italia antes do início de uma profunda reforma que pretende transformar o espaço numa Arena multiúso, com entrega prevista para o ano de 2013, um ano antes do centenário do clube e também da realização da Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Meses antes do amistoso, no dia 22 de maio, na vitória do Palmeiras por 4 a 2 sobre o Grêmio, o estádio recebeu a última partida oficial do alviverde.
Escudo
Desde os primeiros jogos disputados, a letra "P" sempre esteve presente nos escudos dos uniformes do Palmeiras. Em 1915, na primeira partida do então Palestra Italia, as letras “P” e “I”, em forma arcaica, nas cores brancas, ornavam o escudo que se situava no lado esquerdo do uniforme dos jogadores. Em 1916, para a disputa do Campeonato Paulista daquele ano, a diretoria do clube decidiu importar da Itália um jogo de camisas com o escudo da Cruz de Savóia. Em 1917, a Cruz de Savoia deu lugar às letras “P” e “I”, que eram abrigadas por um triângulo na cor verde. Em 1918, o formato do distintivo passou a ser circular e com um fundo na cor branca, com as letras "P" em verde e "I" em vermelho. Em 1938, mudou-se apenas a disposição das cores: fundo verde e as letras "P" na cor branca e "I" em vermelho.[carece de fontes?]
Mascotes
Os mascotes oficiais são o periquito verde e o porco. De acordo com o site oficial, o periquito foi escolhido desde a fundação do time por causa da comum coloração verde, do periquito e do clube, e também, por esse passarinho existir em abundância onde o clube está localizado, no bairro da Pompeia. Uma curiosidade: o periquito, apesar de alguns confundirem, nada tem a ver com o personagem da Disney Zé Carioca, que é um papagaio. O palmeirense é bem mais antigo e foi desenhado em São Paulo. O "porco" surgiu, na verdade, como provocação e gozação das torcidas adversárias, já que o termo era uma forma pejorativa, desde a Segunda Guerra Mundial, como a elite paulistana se referia aos italianos e descendentes que moravam em São Paulo. O termo pejorativo foi adotado em 1969 pela torcida do rival Corinthians. Dois jogadores do time alvinegro morreram em um acidente de carro naquele ano e o Corinthians precisava inscrever novos atletas no Campeonato Paulista. Pelo regulamento, a equipe precisava do aval unânime dos outros clubes participantes, mas dirigentes palmeirenses acabaram vetando a filiação dos adversários e ficaram com a fama de ser "espírito de porco". No clássico seguinte entre os dois times, torcedores rivais chegaram a soltar um porco em campo e começaram a chamar o alviverde com o termo pejorativo.
Hino
O Hino da Sociedade Esportiva Palmeiras foi composto em 1949 por Antonio Sergi, maestro, regente, arranjador e professor do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, diretor artístico da rádio Cruzeiro do Sul e maestro da Orquestra Colúmbia. Nascido na Itália em 6 de junho de 1913, Antônio Sergi naturalizou-se brasileiro, e além de músico, era médico cardiologista formado pela Escola Paulista de Medicina. Como sua paixão era a orquestração e a música erudita, nas poucas vezes em que elaborou as letras para as próprias composições, usou o pseudônimo de Gennaro Rodrigues. A revista Placar lançou dois álbuns com regravações de hinos do futebol brasileiro. O primeiro de 1996 tinha o hino palmeirense em uma versão punk rock gravada por João Gordo, dos Ratos de Porão. A segunda versão de 2004 teve o hino do Palmeiras gravado por Branco Mello dos Titãs, Iggor Cavalera do Sepultura, e Wilson Simoninha, mais a participação da bateria da Mancha Verde.
Uniformes
Os uniformes da Sociedade Esportiva Palmeiras compreendem as vestimentas adotadas pelos futebolistas do time paulista desde a sua fundação, em 1914, quando a agremiação foi denominada Palestra Itália. Ao longo de sua história, os uniformes da equipe passaram por diversas modificações, mas as cores principais, o verde e o branco, sempre foram preservadas. O vermelho, presente desde sua fundação, foi excluído durante a Segunda Guerra Mundial, por pressão do governo nacional, na mesma reunião que formalizou a mudança de nome de Palestra Itália para Palmeiras, em 1942. Em 2018, o uniforme do Palmeiras foi apontado pelo jornal La Marca, da Espanha, como o mais bonito do mundo.
Marca
De acordo com estudo de 2013 da empresa BDO RCS, que avalia as marcas dos maiores clubes de futebol do Brasil, a equipe paulistana tem a quarta marca mais valiosa no país, com valor de R$ 496,4 milhões. A mesma consultoria apontou o Palmeiras como o quarto do Brasil em termos de receitas, com arrecadação estimada em 148,3 milhões de reais em 2010. Um outro levantamento da BDO, divulgado em 2012, mostrou que o alviverde foi o clube que mais recebeu dinheiro (R$ 44,6 milhões) com patrocínio em 2011 no Brasil, à frente de todos os rivais. Em nova pesquisa feita pela BDO Brazil em 31 de agosto de 2016, o Palmeiras pulou da 4ª para a 3ª posição, tendo um valor de R$ 1,021 bilhões, atrás de Corinthians e Flamengo (R$ 1,422 e R$ 1,493 bilhões, respectivamente). O clube apresentou o maior crescimento em valor absoluto entre os 34 clubes analisados: R$ 370,6 milhões. Além disso, o Palmeiras foi o que mais cresceu percentualmente em 2016 – 56%.
Contabilizando os títulos oficiais, o Palmeiras conquistou ao todo sessenta torneios estaduais, nacionais e internacionais, entre os quais a Copa Rio de 1951, tratada em sua época como o título de campeão mundial de clubes por toda a imprensa brasileira e como o primeiro torneio de abrangência mundial com equipes europeias e sul-americanas. Organizada com apoio do dirigente da FIFA Ottorino Barassi e posteriormente reconhecida pela entidade em 2014 “como a primeira competição mundial de clubes”, sem, no entanto, considerá-la um mundial oficial. Em 2021, em reportagem sobre a final da Copa Libertadores disputada no Maracanã entre Palmeiras e Santos, setenta anos após o título palmeirense conquistado no estádio, a FIFA contabilizou os então dez títulos brasileiros do Palmeiras e os oito do Santos. A publicação também mencionou as duas Copas Intercontinentais do Santos, sem fazer referência ao status de mundial da competição, e a Copa Rio de 1951 do Palmeiras. Além disso, a entidade reproduziu uma publicação de 2016 do perfil oficial da Copa do Mundo no Instagram, na qual o Palmeiras foi designado como o “primeiro campeão intercontinental mundial de clubes”. A FIFA também publicou, no site oficial da Copa do Mundo de Clubes, uma matéria apresentando parte da história do Palmeiras com citação à Copa Rio como o campeonato mundial idealizado por alguns dos principais dirigentes do futebol da época — entre eles Jules Rimet, então presidente da FIFA, Ottorino Barassi e Stanley Rous — e finalmente realizado em 1951. A entidade também republicou, pela segunda vez, a postagem de 2016 que utilizava o termo "mundial".[nota 1]
Sala de troféus
A Sala de Troféus é um espaço que reúne 5 mil taças conquistadas pela equipe de futebol e outras modalidades esportivas do Palmeiras, durante os mais de 100 anos de existência do clube. Além disso conta com o piano utilizado pelo maestro Antônio Sergi para compor o hino do Palmeiras, obras de arte e monumentos que prestam homenagem à história do clube, especialmente no futebol. No ano de 1990, após ser eliminado do Campeonato Paulista, os torcedores destruíram a sala de troféus para protestar pela eliminação diante da Ferroviária. Em 2005, o espaço foi ampliado, com a construção de dois mezaninos e dois vitrais externos. No local, também eram realizadas exposições específicas sobre personagens da história alviverde ou conquistas do clube.
Ao longo de sua história, o Palmeiras sempre contou com jogadores e técnicos de grande expressão nacional, que contribuíram para as inúmeras conquistas da equipe no futebol do Brasil e do exterior. Além de Ademir da Guia, o maior ídolo da história alviverde, a equipe foi representada por outros nomes importantes que também passaram pela Seleção Brasileira, como Leão, Marcos, Djalma Santos, Luís Pereira, César Sampaio, Mazinho, Zinho, Heitor, Vavá, Mazzola, Luiz Felipe Scolari, Telê Santana, Vanderlei Luxemburgo, entre outros. Alguns jogadores e técnicos que passaram pelo Palmeiras ficaram com a imagem atrelada a um determinado período do clube. Evair, por exemplo, foi o maior símbolo da equipe na histórica conquista do Campeonato Paulista de 1993, que encerrou o período mais longo do Palmeiras sem títulos. Jorginho Putinatti, Zetti, Vágner Bacharel, Edu Manga e Mirandinha, conseguiram virar ídolos da equipe em pleno período de jejum de conquistas. Dudu foi o lendário parceiro de Ademir nos tempos em que o Palmeiras foi chamado de "Academia de Futebol". Heitor, Ministrinho e Romeu Pellicciari foram grandes nomes da equipe na época do Palestra Italia.
Derby Paulista
O maior rival do Palmeiras é o Corinthians, com o qual a partida que é disputada contra este é chamada de Derby Paulista. É, segundo a imprensa e torcedores, a maior rivalidade do futebol paulista, uma das maiores rivalidades do futebol brasileiro e até mesmo mundial. A partida inaugural desse confronto se deu em 1917, sendo que na ocasião o Palmeiras saiu vitorioso com um placar de 3 a 0. Alguns confrontos serviriam para acirrar a rivalidade, tais como a histórica goleada de 8 a 0 aplicada pelo Palmeiras no Corinthians no Campeonato Paulista de 1933, a decisão do campeonato paulista de 1954, na qual o alvinegro empatou com o Palmeiras e levou o título que fazia parte das comemorações do quarto centenário da cidade de São Paulo, a decisão do Campeonato Paulista de 1974, quando o Palmeiras derrotou o alvinegro na final e impediu que o Corinthians saísse da fila após 20 anos, a final do Campeonato Paulista de 1993, quando o alviverde goleou o rival por 4 a 0 e encerrou um jejum de 16 anos sem títulos, as duas eliminações seguidas do Corinthians pelo Palmeiras na Libertadores (1999 e 2000), além da goleada por 5 a 1 aplicada pelo Corinthians em 1982, que seria devolvida impiedosamente pelo Palmeiras no Campeonato Paulista de 1986.
Choque-Rei
Além do Corinthians, o Palmeiras mantém uma grande rivalidade com o São Paulo, com quem disputa o clássico conhecido como Choque Rei. É considerada não apenas como uma rivalidade futebolística, mas também como "inimizade", que tem origens históricas no grande confronto social existente entre os italianos de São Paulo e os chamados "quatrocentões", membros da alta elite paulistana que fundariam o Club Athlético Paulistano e a Associação Atlética das Palmeiras, que unidos formariam a equipe tricolor paulista em 1930. Em função da Segunda Guerra Mundial, em 1942, membros e diretores do São Paulo Futebol Clube são acusados de estarem envolvidos na luta pela extinção e desapropriação de bens do Palestra Italia, no episódio que, com a mudança obrigatória do nome do Palestra para Palmeiras e com o título do Campeonato Paulista obtido sobre o próprio rival tricolor, foi chamado de Arrancada Heroica.
Clássico da Saudade
Outro rival regional bastante tradicional do Palmeiras é o Santos, com o qual o alviverde disputa o Clássico da Saudade. Entre o final dos Anos 1950 e durante todo o período dos Anos 1960, as equipes fizeram grandes jogos da história do futebol brasileiro, como as finais do Supercampeonato Paulista de 1959, disputadas em três jogos e que levaram o Palmeiras ao título histórico daquela competição. Nos anos seguintes, o duelo especial entre Ademir da Guia e Pelé garantia grandes jogos, que ratificaram a importância do clássico e a rivalidade entre palmeirenses e santistas. Em 2015 o Palmeiras sagrou-se campeão da Copa do Brasil de 2015 em uma final contra o Santos. O primeiro jogo, que foi realizado na Vila Belmiro, terminou 1 a 0 para o Santos. Já o segundo jogo, realizado no Allianz Parque, terminou com o placar de 2 a 1 para o Palmeiras, sendo que o título foi definido nos pênaltis, finalizando 4 a 3 para o Palmeiras. Essa foi a primeira vez que os dois times se enfrentaram em uma final de Copa do Brasil e o primeiro confronte em uma final entre times do estado de São Paulo. O clássico mais importante entre as duas equipes aconteceu em 2021, com o Palmeiras sangrando-se campeão da Copa Libertadores de 2020 ganhando de 1 a 0 em final única sobre o Santos no estádio do Maracanã.
Pesquisas apresentadas ao público desde o início da Década de 1990 mostram que o Palmeiras e o São Paulo revezam-se entre a terceira e a quarta posição, e ficam empatados tecnicamente, conforme a margem de erro. O Palmeiras aparece empatado tecnicamente com o São Paulo com número aproximado de 16 a 18 milhões (7% a 8%) de torcedores em todo o Brasil, de acordo com o Instituto Datafolha. A Torcida Uniformizada do Palmeiras (TUP), fundada em 1970, é a agremiação organizada de torcedores palmeirenses mais antiga em atividade e a segunda maior em número de integrantes. Perde somente em tamanho e representatividade para a Mancha Alviverde, popularmente conhecida como Mancha Verde e fundada inicialmente em 1983. Outras torcidas organizadas do Palmeiras em atividade são a Pork's Alviverde, fundada em 1991, a Acadêmicos da Savoia, de 2004.
A Sociedade Esportiva Palmeiras também tem importantes contribuições sociais e culturais para a cidade de São Paulo. As participações de destaque vão desde ajudas humanitárias em momentos críticos de saúde na capital paulista até pelo fato de ter sido um importante local para a difusão da cultura negra, com eventos que entraram para a história de São Paulo. Logo na sua primeira década de existência, o Palestra Itália transformou sua sede social, ainda na Rua Líbero Badaró, em hospital durante a pandemia da Gripe Espanhola. Na ocasião, foram instalados leitos no local para atender os doentes, num período no qual a cidade de São Paulo teve mais de 100 mil contaminados e cerca de 5 mil mortos. Cerca de um século depois, durante a pandemia da covid-19, o Palmeiras voltou a ser local decisivo no combate à doença, com o Allianz Parque sendo local de vacinação contra uma enfermidade que matou cerca de 700 mil pessoas em todo o Brasil.
Expressões populares
O Palmeiras inspirou o termo "corneteiro" para torcedores excessivamente críticos, por causa dos funcionários da fábrica de instrumentos musicais A Corneta, que durante os intervalos de almoço iam para o Palestra Italia assistir aos treinos do time. Os palmeirenses que se sentam nas cadeiras numeradas são conhecidos como "Turma do Amendoim", apelido dado por Luiz Felipe Scolari, referindo-se ao petisco favorito desse setor que frequentemente o criticava e que também é o local frequentado por conselheiros do clube. A expressão mais popular criada no Palmeiras já ultrapassou há tempos o ambiente do futebol e domina com frequência o noticiário político nacional. O termo "Acabar em pizza" vem sendo usado pela imprensa e pela população para explicar episódios políticos envolvendo irregularidades ou falcatruas que terminam sem punição. A origem da expressão, no entanto, tem ligação com um fato bem mais ameno, pois surgiu do ambiente de grande disputa política que sempre existiu no alviverde entre os conselheiros da situação e da oposição. Na década de 60, alguns conselheiros palmeirenses se reuniram para resolver problemas que haviam trazido uma crise ao clube. Após 14 horas de discussões, os dirigentes sentiram fome e resolveram ir à pizzaria Castelões. Depois de algumas rodadas de chope, várias garrafas de vinho e 18 pizzas gigantes, a paz voltou a reinar. O jornalista Milton Peruzzi, que trabalhava no jornal A Gazeta Esportiva e era setorista do alviverde, acompanhou todo o encontro e ditou a seguinte manchete no jornal do dia seguinte: “Crise do Palmeiras termina em pizza”.
Homenagens
Além da data do dia 20 de setembro, que é considerada o "Dia do Palmeiras", o clube alviverde foi homenageado de várias maneiras na cidade de São Paulo. Em 27 de abril de 2006, a estação Barra Funda do Metrô passou a se chamar Estação Palmeiras-Barra Funda. Em 11 de fevereiro de 2015, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou a legalidade de projeto de lei que alterou o nome da Rua Turiaçu para Rua Palestra Itália, em homenagem ao clube de futebol sediado no local. O projeto foi sancionado em 22 de abril de 2015. A mudança definitiva do nome foi realizada no dia 12 de junho de 2015, numa cerimônia que contou com a presença de Paulo Nobre, de vereadores e de personagens ligadas ao clube paulistano.
Última atualização: 15 de junho de 2026.
Futebol Feminino
A modalidade de futebol de campo feminino da Sociedade Esportiva Palmeiras foi implementada no ano de 1997 e reativada em 2019. O primeiro período de atividade, até 2012, contou com parcerias com prefeituras de diversas cidades paulistas, como São Bernardo do Campo (2005-2006), Salto (2008) e Bauru (2012). Em 2019, a Sociedade Esportiva Palmeiras reativou a sua equipe feminina e estabeleceu sede na cidade de Vinhedo, ao fechar uma parceria válida por um ano com a prefeitura da cidade. Nesse mesmo ano, a equipe obteve resultados expressivos, garantindo a classificação para a divisão principal no Campeonato Brasileiro, competição na qual foi vice-campeã em 2021.
Basquete
Em 2012, o Palmeiras voltou a participar da principal divisão do basquete nacional e integrou pela primeira vez o NBB. O basquete alviverde apostou em sua primeira temporada de retorno na mescla entre jovens jogadores formados no clube e alguns experientes, três deles norte-americanos. Para o comando da equipe, foi contratado o técnico espanhol Arturo Álvarez.
Futebol de salão
Podemos afirmar que o futsal alviverde ao lado do futebol de campo e do hóquei são os maiores responsáveis pelas conquistas palmeirenses em toda a sua história. A história do futebol de salão no Palmeiras começa no ano de 1955, quando seu departamento foi fundado na gestão de Mario Beni. Inclusive, o Palmeiras foi um dos sócios fundadores da Federação Paulista de Futsal.[carece de fontes?] Apesar do sucesso do futsal palmeirense, o começo foi difícil, já que no início o Palmeiras não possuía grandes times, mas no final da década de 1950, mais precisamente no ano de 1959, o clube começou a despontar como uma futura potência no referido esporte.[carece de fontes?]
Hóquei
O hóquei palestrino começou no ano de 1923. Portanto, é um esporte antigo e tradicional dentro do clube, e talvez o mais vitorioso depois do futebol. Ao longo dos seus vários anos de existência, este esporte conquistou muitos títulos em todas as categorias, tantos em nível estadual, nacional quanto até mesmo internacional. O nome de maior relevância dentro da história do hóquei na Sociedade Esportiva Palmeiras, foi, segundo alguns, o da família Torlay, que deu ao Palmeiras, nada mais nada menos, do que três gerações de atletas, entre eles podemos citar o senhor Hyada Torlay, que além de ter sido atleta, também foi presidente da confederação brasileira e até da confederação sul-americana de hóquei sobre patins.[carece de fontes?]
Vôlei
A equipe de voleibol masculino da Sociedade Esportiva Palmeiras traz em seu histórico títulos e resultados expressivos, figurando entre os principais e mais tradicionais times de voleibol do Brasil, principalmente na década de 90, quando conquistou o vice-campeonato da Liga Nacional de Voleibol Masculino na temporada 1993-94 e o terceiro lugar na Superliga Brasileira A na temporada seguinte. Em 6 de abril de 1927 criou-se o Departamento de Voleibol do Palestra Italia, cujo responsável era o uruguaio Ramon Platero, que paralelamente no clube atuava como treinador de vôlei, basquetebol e também de futebol do clube. A modalidade restringia-se a atividades internas nos clubes com finalidade recreativa dos associados. Em 1931 a Federação Paulista de Voleibol, que cuidava da difusão das regras e da popularização à prática deste esporte, organizou o primeiro Campeonato Paulista Interclubes de Voleibol, entre os participantes estava o Verdão. O grande impulso da modalidade no Palmeiras aconteceu a partir do ano de 1992, quando o montou uma equipe com jogadores de alto nível e com principais estrelas da época como: Gilson Mão-de-Pilão, Jorge Edson, Giovane Gávio e o técnico Renan Dal Zotto, culminando na conquista da medalha de prata na Liga Nacional de 1993-94 e na temporada seguinte quando a competição passou a se chamar Superliga Brasileira, conquistou o bronze da primeira edição.
Patinação artística
Periquitos em Revista é o nome do mais tradicional espetáculo de patinação artística sobre rodas em atividade no Brasil, formado por patinadores amadores da Sociedade Esportiva Palmeiras e criado em 1954. Beneficente, o grupo vem, há mais de 65 anos, ajudando diversas entidades filantrópicas a proverem recursos em favor de crianças carentes e outros projetos assistenciais. O grupo foi reconhecido mundialmente pela ONU, por meio da Unesco, em 1968, quando recebeu a Gran Cruz de Mérito Social.


