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"Somos um pouco masoquistas": desenvolvedores temem Baldur's Gate 4, mas o estúdio Owlcat, de Warhammer 40,000: Rogue Trader, consideraria o desafio "grandioso"

Parece que Baldur’s Gate 4 está deixando desenvolvedores receosos, pois eles temem não conseguir atender às expectativas criadas por Baldur’s Gate 3, da Larian. No entanto, um desenvolvedor afirmou que consideraria encar

"Somos um pouco masoquistas": desenvolvedores temem Baldur's Gate 4, mas o estúdio Owlcat, de Warhammer 40,000: Rogue Trader, consideraria o desafio "grandioso"
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Depois que a Larian decidiu não produzir Baldur’s Gate 4 e deixou a franquia Dungeons & Dragons de lado para trabalhar em Divinity, os fãs começaram a se perguntar qual estúdio seria capaz de assumir a tarefa de criar aquela que talvez seja a sequência mais desafiadora de toda a indústria de videogames. Entre os estúdios frequentemente citados em discussões online sobre quem poderia assumir o projeto está a Owlcat Games.

A Owlcat é a desenvolvedora de vários RPGs bem recebidos pelo público e pela crítica, incluindo o cRPG Warhammer 40,000: Rogue Trader, que foi comparado a Baldur’s Gate 3 quando lançado em 2023. Rogue Trader é considerado um dos melhores jogos eletrônicos de Warhammer 40,000 já criados, apresentando personagens fantásticos, uma história envolvente e mais de 100 horas de conteúdo — assim como Baldur’s Gate 3.

Embora não tenha alcançado o mesmo patamar de Baldur’s Gate 3, Rogue Trader teve um desempenho bom o suficiente para a Owlcat garantir uma sequência, Warhammer 40,000: Dark Heresy; isso deixou em alerta não apenas os fãs do cenário grimdark da Games Workshop, mas também fez com que os entusiastas de cRPGs aguardassem a novidade com grande expectativa.

Então, será que a Owlcat atenderia ao chamado caso a Hasbro ligasse propondo a criação de Baldur’s Gate 4? Essa foi a pergunta que fiz ao cofundador e diretor criativo Alexander Mishulin e... bem, ele não disse que não!

"Antes de tudo, gostaria de agradecer a todos os jogadores, a todo o seu público, que acredita que somos capazes de fazer isso", começou ele, diplomaticamente. "É uma honra enorme. Você já mencionou que somos um pouco masoquistas. Então, sim, consideraríamos isso um grande desafio!"

De fato, eu havia dito que a Owlcat era masoquista — por assumir o desafio de criar jogos de Warhammer 40,000 e um jogo de The Expanse (temos uma revelação exclusiva sobre The Expanse aqui mesmo), como parte de uma entrevista abrangente na qual discutimos o enorme crescimento da Owlcat na última década. Os universos de Warhammer 40,000 e The Expanse possuem bases de fãs extremamente dedicadas que submetem qualquer adaptação a um escrutínio rigoroso, mas a Owlcat está muito disposta a atender às expectativas dos jogadores; é por isso que Baldur’s Gate 4 poderia ser uma ótima escolha.

Vale ressaltar que Mishulin não está confirmando nada aqui, mas compreende o que assumir Baldur’s Gate 4 envolveria, bem como o desafio que a Owlcat enfrentaria para igualar os padrões estabelecidos pelo seu antecessor. No entanto, ele sugere que isso não é um problema, pois qualquer desenvolvedora que tentasse simplesmente replicar um jogo da Larian estaria fadada ao fracasso.

“Na minha opinião, a Larian criou sua própria visão de como uma sequência de Baldur’s Gate deveria ser e a apresentou para nós. Qualquer outro estúdio que venha a fazer BG4 estará criando seu próprio jogo dentro do universo de Baldur’s Gate”, explicou ele. “Não será o BG3 da Larian, porque o BG3 carrega muito a fórmula da Larian — com todas as suas ideias para o combate e como elas se mesclam com Dungeons & Dragons, com sua concepção da experiência cooperativa e como ela se integra à experiência de Dungeons & Dragons. Portanto, qualquer estúdio que tente replicar isso certamente fracassará. Simplesmente não é assim que as coisas funcionam. A Larian vem criando jogos desse tipo há 20, 30 anos, desde o primeiro Divinity. É a visão deles sobre jogos, a visão deles sobre RPGs, e é um jogo excelente.

“Mas outros estúdios farão algo diferente. Eles terão seu próprio DNA, suas próprias ideias, e as aplicarão em Baldur’s Gate 4; será algo distinto. Espero que surja um estúdio corajoso, apaixonado e talentoso o suficiente para realizar esse jogo.”

“Obrigado!”, respondeu Mishulin, sorrindo.

A Hasbro, proprietária da Wizards of the Coast (responsável por Dungeons & Dragons), tem insistido que pretende produzir Baldur's Gate 4 em algum momento. No entanto, a realidade é que os desenvolvedores estão recusando o projeto.

A PC Gamer conversou recentemente com James Ohlen — codiretor de design de Baldur’s Gate 2 e ex-líder da Archetype Entertainment (estúdio de Exodus pertencente à Hasbro) — e ele revelou que a Hasbro o convidou para criar Baldur’s Gate 4, mas ele recusou. Ohlen disse a Chris Cox, executivo da Hasbro que o contatou assim que soube que a Larian não faria a sequência, que ele "fracassaria". O motivo? Ele não acreditava que conseguiria competir com Baldur’s Gate 3. "Seria loucura", afirmou.

A Larian, que já acumulava anos de experiência na criação de RPGs com motor gráfico próprio — graças aos aclamados e bem-sucedidos jogos da série Divinity: Original Sin — antes de iniciar Baldur's Gate 3, manteve o título em acesso antecipado no Steam por anos antes do lançamento oficial em 2023. Esse processo prolongado e o feedback valioso obtido durante ele ajudaram a moldar o jogo. Além disso, os desenvolvedores da Larian são simplesmente excepcionais no que fazem: seus roteiristas estão entre os melhores do mercado e seus designers de missões são a inveja da indústria de videogames. Baldur’s Gate 3 é uma obra-prima, mas também algo verdadeiramente único, oferecendo mais conteúdo do que qualquer jogador individual poderia esperar ver por completo. A maioria dos desenvolvedores não tem condições de criar um jogo como Baldur’s Gate 3. Ninguém — talvez com exceção da Rockstar — dispõe do tempo, dos recursos ou da liberdade necessários para tomar as decisões criativas que definiram Baldur's Gate 3. Baldur’s Gate 3 é um RPG para um jogador capaz de durar uma eternidade e, de fato, não existe nada igual na era moderna.

Como dar sequência a Baldur’s Gate 3, então? Para Ohlen, claramente, não havia um caminho a seguir. Ele afirmou que precisaria começar do zero, já que a Larian se afastou de Dungeons & Dragons e levou sua engine consigo. Assim, ele levaria pelo menos meia década para desenvolver a tecnologia, e não havia qualquer chance de a Larian concordar em licenciar sua engine.

Há também a questão de Swen Vincke, o chefe da Larian. Ele é o CEO e acionista majoritário da empresa, mas também atua como diretor de Baldur’s Gate 3, o que lhe dá liberdade para tomar decisões criativas — para o bem ou para o mal. A maioria dos CEOs de estúdios AAA não desfruta de tal liberdade ou controle.

"Swen sempre será o mestre na criação desse tipo de coisa", disse Ohlen. "É muito difícil tirá-lo desse posto, justamente por conta de tudo o que está envolvido: as ferramentas, o conhecimento institucional e a equipe."

*Texto traduzido e adaptado por Vitor Conceição

Esta notícia é um resumo. Os créditos e o conteúdo completo são da fonte original.

Fonte: IGN Brasil

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