Eu joguei as primeiras três horas do beta do game e saí curioso com a trama que a campanha principal constrói, mas pouco cativado com a mecânica de evolução de personagem. Mas, por ser uma versão em desenvolvimento, ainda existe muito espaço para melhorias.
Logo de cara, o jogo apresenta seu modo de contar a narrativa de uma forma curiosa: vemos um narrador com uma pena escrevendo seu próprio livro e, na hora de nomear os protagonistas, você escolhe qual personagem quer ser. A escolha é limitada, mas está longe de ser um problema; escolhemos apenas se queremos ser o detetive homem ou mulher entre uma dupla de irmãos e nomeamos ambos como quisermos.
Assim que escolhi meus personagens, o jogo apresenta brevemente o universo de Silvernia, uma terra meio steampunk e com misturas de Inglaterra vitoriana. É um mundo mágico e belo que realmente chama a atenção à primeira vista.
Após a breve introdução, assumi o controle do irmão que escolhi, enquanto o outro fica como um suporte para o protagonista. Apesar de não ter um nome, o protagonista tem uma personalidade bem definida, com um ar misterioso que combina perfeitamente com a profissão de detetive.
Essa parte mais detetive do personagem e do game me lembrou outros jogos que envolvem trechos investigativos e, principalmente, a investigação dos ambientes, em que você coleta provas e reconstitui uma cena de crime — embora isso não seja apresentado no prólogo do game.
Durante o prólogo, estamos em um baile com a rainha de Silvernia e descobrimos que existe uma maquinação contra ela rolando e que um incidente está prestes a acontecer, e é preciso impedir isso. Obviamente, se as coisas dessem certo, o jogo poderia acabar ali mesmo. Para evitar isso, as coisas dão muito errado, mas muito mesmo, de forma até chocante, o que despertou certa curiosidade na narrativa para mim, porém não entrarei em spoilers.
Antes das coisas darem errado, o jogo apresenta seu bom sistema de combate de ação focado em parry. Todo inimigo tem uma barra de atordoamento, e você a enche batendo neles ou aparando os ataques. Como a barra quebrada, eles tomam mais dano.
Também é possível usar algumas habilidades especiais; a do protagonista é um tiro que pode ser combinado com os ataques e gerar ótimos e frenéticos combos. De outros personagens, como Lorin, é um poderoso soco que também inflige dano elétrico.
O combate de Silver Palace segue uma abordagem familiar aos jogos de ação, oferecendo uma experiência acessível e confortável para quem aprecia o gênero.
Sobre o sistema de evolução de personagens, é necessário usar um item semelhante a um livro para subir o nível de cada figura. Esse item é obtido na exploração, mas de forma um pouco escassa, ou como recompensa de login de forma um pouco mais abundante. É um bom sistema, mas poderia estar vinculado diretamente ao combate para tornar lutas e encontros mais recompensadores.
Porém, mesmo com essa questão, o combate e a exploração de Silver Palace tornam as coisas interessantes, e a alta variedade de personagens deve ser o maior destaque dessa jornada cheia de mistérios para você investigar como detetive. E, claro, não posso esquecer da reviravolta inicial da trama, que deixou uma curiosidade acesa em mim.
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