Após experimentar a ação frenética do modo multijogador, fomos convidados novamente a participar de mais uma prévia dentro do universo de Gears of War: E-Day. Desta vez, o foco esteve no modo campanha do título, que promete boas doses de narrativa sem deixar de lado a ação característica da franquia.
Assim como os demais títulos da série, E-Day também oferecerá suporte para que o modo campanha possa ser jogado em modo cooperativo local, via tela dividida, ou online. Contudo, nesta nova rodada de testes, tal funcionalidade ainda não estava disponível, por isso nossa cobertura não vai abordar esse aspecto.
Nesta prévia do modo campanha, tivemos acesso a dois capítulos do segundo ato da história. Sem revelar muito da narrativa, acompanhamos neste momento Marcus, Dom, Lucas e Mags no dia seguinte ao Dia da Emergência, quando começaram as invasões dos Locust a Kalona.
Nossa missão é levar o grupo até os demais Gears para que recebam equipamentos melhores, além de auxiliar outros esquadrões no combate aos Locust, na retomada de territórios e na busca por civis sobreviventes, levando-os à segurança.
Nesse ponto da história, já pudemos perceber a tensão instalada em Kalona e o conflito de interesses entre os líderes civis e militares. Enquanto a prefeita Shaw tem como prioridade o resgate de cidadãos perdidos, a liderança COG prefere combater os Locust de forma ostensiva para impedir o avanço da invasão, mesmo que algumas vidas sejam perdidas no processo.
Marcus e sua equipe são designados a fornecer apoio a outros grupos em campo, seja para retomar territórios invadidos, realizar reconhecimentos ou resgatar civis pelo caminho. Enquanto o primeiro capítulo deste ato segue um roteiro de objetivos que é mais linear, o segundo já começa a adicionar uma camada extra de jogabilidade.
Nessa ocasião, somos apresentados a objetivos secundários, que podem ou não ser cumpridos pelo esquadrão. Ainda não sabemos ao certo se eles afetam os rumos da narrativa, mesmo que de forma mínima, mas a conclusão dessas atividades paralelas rende recompensas na forma de modificadores (mods) para os equipamentos de Marcus e seu grupo.
Os mods podem ser equipados quando acessamos algumas das caixas de suprimentos introduzidas neste capítulo, o que estabelece dinâmicas básicas de gameplay que acompanham o jogador a partir deste momento da campanha. É por meio delas que, além de equipar melhorias, temos acesso a novas armas e podemos reabastecer completamente a munição.
Contudo, a sessão foi relativamente curta, com pouco mais de uma hora de duração, e foi interrompida na segunda metade do capítulo. Ainda durante o acesso ao conteúdo, pudemos voltar à tela inicial para jogar o ato novamente em outros níveis de dificuldade ou passar mais tempo no campo de treinamento, que funciona como um tutorial dos controles e mecânicas do jogo.
Apesar de a sessão não ter sido tão intensa quanto a que tivemos com o modo multijogador, já pudemos ter uma boa ideia do que esperar da campanha de E-Day. Mesmo em modo solo, os demais membros do esquadrão são controlados por bots que conseguem emular, ainda que de forma apenas razoável, a interação com outros jogadores.
Nos momentos de confronto com os Locust, todos assumem posições estratégicas no campo para oferecer cobertura e se comunicar sobre o que acontece durante o combate. Ao sermos abatidos, algum deles rapidamente se aproxima para reanimar nosso personagem, reproduzindo a dinâmica de jogar com outras pessoas. Acredito que a campanha vá se tornar ainda mais interessante após o lançamento do jogo, quando os jogadores começarem a formar grupos para jogá-la.
Todavia, um ponto que chamou nossa atenção novamente foi a ótima otimização de E-Day no PC, onde realizamos o teste. A configuração utilizada seguiu a especificação recomendada — um Ryzen 7 5700X, uma RTX 5060 Ti de 8GB e 16GB de RAM —, com o preset gráfico em alto e o DLSS ativado no modo dinâmico. O resultado foi um desempenho sólido e fluido, sem perdas de qualidade visual.
Uma grata surpresa para um projeto desenvolvido na Unreal Engine 5, popularmente conhecida por ser a principal vilã da geração, já que exige muito para entregar o que se espera na tela. Se com uma configuração desse nível o resultado já foi tão positivo, acredito que em outras inferiores não terão, dados os ajustes certos, o desempenho comprometido.
Faltando pouco mais de um mês para o lançamento, previsto para 6 de outubro, e com mais uma boa impressão registrada até aqui, arrisco dizer que Gears of War: E-Day promete ser um dos títulos mais completos da franquia. Ainda assim, vamos aguardar o lançamento e a análise do jogo completo para dar nosso veredito final se este é mais um título de 2026 que realmente merece nossa recomendação.
Depois de conhecer tanto o modo multijogador quanto a campanha, fica cada vez mais claro que a The Coalition está tentando entregar um pacote completo com E-Day: uma narrativa que resgata as origens sombrias da franquia sem abrir mão da ação visceral que sempre definiu a série.
A experiência jogada até aqui mostrou um equilíbrio interessante entre momentos mais lineares e a introdução gradual de elementos que dão mais liberdade ao jogador, como os objetivos secundários e o sistema de mods, sugerindo uma campanha com alguma rejogabilidade além da experiência principal.
A cooperação dos bots, mesmo que limitada, e a sensação de urgência transmitida pelo conflito entre civis e militares em Kalona reforçam que o estúdio está investindo pesado na construção do mundo, não só na ação em si. Some-se a isso a ótima otimização para PC, e o quadro geral é bastante animador.
Ainda faltam peças importantes para avaliar — como a extensão total da campanha, o ritmo ao longo de todos os atos e o comportamento do jogo no cooperativo online — mas, com base no que já foi mostrado, Gears of War: E-Day caminha para cumprir a promessa de ser um retorno à altura da franquia.
Gears of War: E-Day será lançado dia 6 de outubro para PC e Xbox Series X|S. Assinantes do Xbox Game Pass Ultimate terão acesso ao jogo no dia do lançamento.
Texto de impressões produzido com acesso fornecido pela Xbox Game Studios no PC via Steam


