Duskfade me chamou desde o seu primeiro trailer; os seus visuais cartunescos carismáticos e a jogabilidade de plataforma pareciam muito divertidos. Sem contar que um jogo com temática envolvendo tempo é sempre interessante, quando bem feito. Para minha sorte, o estúdio Weird Beluga liberou uma demo gratuita para PC, PS5 e Nintendo Switch 2. Ao experimentar, posso adiantar que Duskfade é tudo o que eu estava esperando e muito mais.
A prévia começa com uma cutscene, na qual o protagonista Zirian vai até o quarto de sua irmã, Alliera, para tentar animá-la. Desde o recente falecimento de seu avô, ela está trancada no quarto, trabalhando incansavelmente. Mas, de repente, uma explosão irrompe do cômodo, desmaiando o garoto.
Quando ele desperta, vê um local estranho, onde o tempo e o espaço parecem se misturar, mas ele escapa de lá com a ajuda de um cuco mecânico que sua irmã construiu. Mas as coisas não melhoram: logo ele percebe que seu lar, a cidade Ponteiro, está destruída e a torre onde Alliera estava está trancada por correntes gigantes. Agora o jovem herói e seu novo aliado devem quebrar as correntes para libertar a garota.
A trama da obra é simples e direta ao ponto, como eu esperava pelo material divulgado, mas fiquei surpreso com a qualidade do que foi mostrado até o momento. Zirian e Cuco são uma dupla carismática e seus diálogos revelam muitos detalhes sobre o passado do personagem principal e sobre o mundo do jogo.
Por exemplo, é dito que existiram humanos no passado, mas eles sumiram, restando apenas os Nuvosos, seres fofos feitos de nuvens, como a principal população. Além disso, durante a exploração, uma das atividades é encontrar os ecos do passado, que são memórias de pessoas que já se foram, que revelam detalhes extras, como quem são os lendários relojoeiros.
Como um título com foco em plataforma, a obra apresenta características comuns do gênero na sua jogabilidade: Zirian poderá pular, usar impulso no ar e fazer parkour durante alguns momentos. Essas mecânicas foram requisitadas durante vários trechos nos cenários.
Os confrontos também são bem diretos ao ponto. Graças à espada de seu avô, a Minuteiro, o herói é capaz de desferir golpes leves e pesados, sendo possível fazer pequenos combos ao usar os movimentos especiais adquiridos ao avançar na história. Nessa versão, o único disponível foi uma explosão.
No entanto, durante minha experiência, tive problema com a questão da dificuldade. Embora a proposta não aparente ser um jogo desafiador, achei o título fácil demais; os adversários morriam com poucos golpes e às vezes ficavam parados sem atacar. Mesmo o único chefe presente também sofria com isso; porém, em contrapartida, a arena em que ele foi confrontado usava muito bem as mecânicas introduzidas.
Mais do que apenas uma boa história e um combate satisfatório, Duskfade apresenta uma exploração satisfatória e um mundo dividido em quatro reinos. A partir da base principal, a Cidade do Ponteiro, podemos ir para eles. Nessa versão teste, apenas um vulcão estava liberado.
A estrutura dessas regiões é linear, existindo apenas um caminho certo. Todavia, essas áreas são bastante amplas e guardam muitos segredos, sendo possível encontrar os já apresentados ecos, baús com lascas que funcionam como moeda de troca para os comerciantes, pontos de habilidades que possuem o formato de engrenagens e poções que permitem mudar a cor da roupa dos personagens.
Esses itens podem ser usados na base, pelos comerciantes que, por exemplo, trocam uma quantidade de lascas junto ao ponto de habilidade por novos golpes para Zirian e Cuco. Sempre podemos voltar lá a partir de um ponto de viagem rápida.
Ainda falando sobre o vilarejo, o recinto, mesmo destruído após o surgimento da torre, ainda possui muita beleza, com casas rústicas e muito Nuvosos nas ruas. Sempre é possível conversar com eles, o que é útil para ter uma noção das opiniões deles em relação à situação atual e, graças a legendas em português, entender os diálogos é uma tarefa fácil.
Uma aventura pelo tempo que promete ser única
Duskfade deixa uma ótima primeira impressão, apresentando um mundo cartunesco cativante com uma história intrigante que parece que vai conseguir emocionar, fases com bastantes elementos de plataforma e uma liberdade para buscar colecionáveis como os ecos. Além disso, já conta com legendas em português; apenas resta, agora, esperar seu lançamento no dia 13 de agosto.
Texto de impressões produzido com demo gratuita disponível na PlayStation Store

