O beijo nada receptivo entre Aemond e sua mãe não é algo tirado diretamente dos livros de Martin, especificamente Fogo & Sangue, mas ainda assim é carregado de simbologia, mesmo que seja uma cena desagradável aos olhos.
Ewan Mitchell, intérprete do personagem, revelou as motivações de Aemond e o que o levou a fazer isso, mostrando que, realmente, apenas Sigmund Freud poderia explicar:
"Aemond tem uma percepção muito distorcida do que é o amor, sabe, por ter sentido falta dele durante a infância. E por isso ele não sabe muito bem como demonstrá-lo. E eu acho que Alicent era tão jovem quando teve Aemond, e vê-la crescer nesse mundo dominado por homens, e ele sentindo que também deveria estar presente para ela até certo ponto, foi um fator importante [para o beijo]," explicou o ator ao ComicBook.
Para Mitchell, essa ação do personagem não vem somente de um afeto por parte de Aemond, mas também de poder e controle. Ele, de algum modo, quer mostrar a Alicent que ele é quem manda e quem tem poder depois de substituir Aegon como rei.
"Acho que ela considera isso incrivelmente perturbador," disse Olivia Cook sobre Alicent em uma mesa redonda (via CBR). "É algo totalmente inesperado. Acho que ela pensa: "Ótimo, mais uma falha como mãe", porque algo foi tragicamente mal interpretado ao longo do caminho. Ela está numa posição muito perigosa agora, porque qualquer aparente rejeição pode levá-la à morte. Isso pode significar que Aemond ainda estará no castelo quando Rhaenyra chegar. Então, ela precisa jogar xadrez em quatro dimensões enquanto tenta sobreviver."
Finalmente, é com essa demonstração de "carinho distorcido" que Aemond acaba indo para Harrenhal — é um voto de confiança em Alicent. Agora, resta saber como isso irá repercutir nos próximos episódios quando Rhaenyra chegar em Porto Real.


