As histórias principais dos jogos da Rockstar e as missões espetaculares que as compõem são sempre uma parte importante do encanto desses eventos que, hoje em dia, acontecem uma vez por geração, mas sempre há muito o que fazer depois que essas histórias terminam. Assim como em Red Dead Redemption 2, de 2018, não será diferente em GTA 6.
“Existe um mundo totalmente diferente em Red Dead Redemption 2, sim. GTA 6 é muito parecido com isso”, disse Rob Nelson, codiretor do estúdio Rockstar North, ao IGN em uma entrevista exclusiva. “Há uma infinidade de coisas que você descobre de forma espontânea, para as quais não estamos necessariamente direcionando você por meio de objetivos, sinais ou ícones no mapa. Se você dedicar um tempinho para explorar, será recompensado – e muito. É um mapa grande, um mapa muito grande”.
No entanto, criar um ambiente de jogo tão vasto exige uma enorme quantidade de tempo e esforço, além das ferramentas necessárias para construí-lo. É aí que entra em cena o poder da atual geração de consoles, com a Rockstar agora capaz de levar as coisas ainda mais longe do que Red Dead Redemption 2 conseguiu quando foi lançado para PS4 e Xbox One.
“Acho que, com Red Dead Redemption 2, finalmente contávamos com a equipe e a tecnologia necessárias e, então, dedicamos o tempo necessário para levar a ideia de criar um mundo totalmente desenvolvido e com uma sensação de consistência mais longe do que jamais havíamos feito”, explica Nelson. “Com esse jogo, dedicamos o tempo necessário para aproveitar ao máximo aquela geração de hardware e maximizar a qualidade da população, do design e da jogabilidade do nosso mundo aberto, de modo que, ao cavalgar de um lugar para outro no jogo, você ficasse constantemente distraído e atraído em diferentes direções. E então você pudesse realmente se perder como aquele personagem naquele lugar. É nesse momento que, para mim, esses jogos podem parecer mágicos e criar uma sensação de admiração de que o mundo está vivo – e você sente aqueles pequenos arrepios de ‘O que está acontecendo?’
GTA 6 é uma continuação do trabalho da nossa equipe nessa direção – fazendo tudo o que for possível para criar o mundo maior, mais profundo, mais densamente povoado e complexo que já construímos, para que as pessoas possam se perder nele.”
Uma das melhorias mais notáveis no mundo de Leonida, quando comparado aos locais anteriores de Grand Theft Auto, serão as pessoas que o habitam. Graças ao poder dos consoles modernos, será possível observar um nível muito maior de diversidade no que diz respeito a formas corporais, altura e à maneira como elas se movimentam por Vice City e suas áreas vizinhas.
“Uma das coisas mais legais sobre este jogo estar sendo desenvolvido do zero para esta geração de hardware é poder aproveitar toda a memória disponível nos consoles mais recentes, combinada com a experiência de nossas equipes, que trabalham juntas nisso há tanto tempo”, diz Nelson.
“Os NPCs têm mais variação de altura e de formato corporal do que nunca; nunca teríamos conseguido essa variedade antes, pois diferentes tipos de corpo precisavam compartilhar os mesmos conjuntos de animações. Assim, se você tivesse a mesma animação para uma pessoa de 5’6” e outra de 6’2”, elas não ficariam alinhadas ao lutar ou sentar em carros — basicamente em qualquer interação entre si ou com o ambiente. Mas, neste jogo, a equipe desenvolveu um sistema em que agora reajusta essas animações em tempo real. Agora temos uma enorme variedade de alturas e formas, e tudo funciona em conjunto graças ao que essa equipe conseguiu realizar”.


