Yoshida, que atuou como chefe da área de jogos independentes da PlayStation e presidente da Sony Interactive Entertainment Worldwide Studios antes de deixar o cargo em 2024, falou sobre alguns conselhos importantes que deu à equipe premiada durante uma palestra recente para desenvolvedores de jogos independentes. Partes dessa palestra foram divulgadas pelo 4Gamer e, posteriormente, traduzidas pelo Automaton, incluindo um conselho que ele deu à editora Kepler Interactive ao orientar a equipe antes do lançamento, previsto para abril de 2025.
“É incrivelmente bem feito, mas seria melhor não chamá-lo de RPG por turnos”, alertou Yoshida aos desenvolvedores de Clair Obscur: Expedition 33. “Só isso já pode fazer com que os jogadores deixem de dar atenção ao jogo”.
Mas por quê? Clair Obscur: Expedition 33 recebeu elogios de fãs e críticos (incluindo uma avaliação de 9/10 no IGN), encerrando seu ano já explosivo com grandes vitórias nas cerimônias de premiação do The Game Awards, BAFTA, DICE e IGN. Sua recepção positiva foi tão intensa que nem mesmo os desenvolvedores da Sandfall Interactive estavam preparados para sua pontuação impressionante no Metacritic.
Yoshida reconheceu Clair Obscur: Expedition 33 como um lançamento de qualidade muito antes de ele chegar às mãos do público. Ele ficou impressionado desde o início, destacando sua “combinação de mecânicas de JRPG por turnos e ações em tempo real que lembram The Legend of Dragoon”. O problema, no entanto, era que, na época, ele temia que o sucesso do jogo pudesse ser afetado pelo que ele observava ser uma tendência de os JRPGs por turnos serem vistos como ultrapassados.
Fórmula premiada ou não, Yoshida temia que Clair Obscur: Expedition 33 fosse ignorado por alguns jogadores se eles vissem o rótulo “por turnos”. Como resultado, a Kepler foi criativa e passou a vender o primeiro jogo da Sandfall como uma experiência com “batalhas reativas por turnos”, e o resto é história.
O jogo, é claro, acabou se tornando um enorme sucesso de vendas, apesar de ter sido lançado próximo ao lançamento de The Elder Scrolls 4: Oblivion. Yoshida disse que, desde então, tem notado um aumento nos relatos de editoras que estão recebendo propostas para novos RPGs por turnos.
Enquanto esperamos para ver o que Yoshida e a Sandfall nos reservam, dá para entender por que os desenvolvedores por trás de Final Fantasy Resonance acreditam que os RPGs por turnos estão voltando com tudo. Você também pode ler a conversa dos desenvolvedores sobre finais canônicos e a roteirista que começou sua carreira na Sandfall.


