No segundo semestre de 2004, a Bandai lançou seu primeiro jogo dos monstros digitais para a sexta geração de consoles: Digimon Rumble Arena 2. O título foi lançado em julho no Japão e chegou ao Ocidente nos meses de setembro (EUA) e outubro (Europa).
Produzido em conjunto com a Black Ship Games, Rumble Arena 2 foi lançado para PlayStation 2, Xbox e GameCube. Ele era a sequência de Digimon Rumble Arena, lançado para o PlayStation em 2001, e contava com até quatro jogadores ao mesmo tempo na tela.
O game contemplava as quatro primeiras temporadas do anime, com uma atenção especial à primeira, obviamente. Afinal, nenhuma das edições seguintes conquistou o mesmo sucesso que a aventura inicial com os oito digiescolhidos.
Com isso, era possível jogar com Agumon, Gabumon, Piyomon, Tentomon, Gomamon, Palmon, Patamon e Tailmon logo que se ligava o console. Além disso, os “principais protagonistas” das outras temporadas também podiam ser controlados logo de início, sendo eles: Veemon (2ª temporada), Guilmon (3ª) e Flamon (4ª).
Outros personagens podiam ser liberados ao terminar o modo arcade do jogo: Black Agumon, Black Gabumon, Black Guilmon e um conjunto de chefões que não digievoluíam (Duskmon, Diaboromon, Omegamon, Malomyotismon e Neemon). Assim sendo, quem conseguia digievoluir geralmente ia do nível Criança para o Adulto e, então, para o Mega (como Agumon, Greymon e WarGreymon) ou finalizava no nível Ultimate (Palmon, Togemon e Lilymon, por exemplo).
Os cenários eram feitos para o próprio jogo, sem maiores referências a acontecimentos do anime. Apesar disso, no geral, eram grandes o bastante para a quebradeira em até quatro jogadores. Cada um trazia uma particularidade, fosse um fluxo de lava passando por todo o cenário, uma fábrica que enlatava os digimons distraídos, um píer com caixas e plataformas se mexendo o tempo todo ou até mesmo uma fase de “lego” que servia como um side scroller, aumentando a dificuldade. Apenas dois cenários eram travados e podiam ser liberados também pelo modo arcade.
Digimon Rumble Arena 2 funcionava de maneira parecida com Smash Bros, tendo até quatro personagens na tela, fases com buracos e itens para serem coletados. Mas diferente do jogo do Mario e companhia, DRA2 também possuía uma barra de digievolução, que era preenchida com orbs dropados quando um Digimon apanhava. Ao preenchê-la, era possível então digievoluir uma vez e, de modo diferente do seu antecessor, essa transformação se mantinha até o nocaute ou a próxima evolução. Caso um Digimon que não mudasse de forma ou estivesse em seu último nível enchesse a barra, era possível usar um ataque especial.
A execução dos comandos do jogo era simples: um ataque especial que poderia ser alterado conforme botões direcionais fossem apertados em conjunto, um ataque em combo, um botão de pulo e um de grab. Para os botões nos ombros (R1, R2, L1 e L2, por exemplo), restavam a defesa, a digievolução/ultimate e a recuperação de vida (trocar a barra de orbs por HP).
Os modos de batalha variavam, podendo ser por tempo, por nocautes ou ainda com minigames como envenenamento, king of the hill, Little vs Big e até um pega-pega (na verdade, um pegue o Culumon) entre outros.
Já os itens alteravam a dinâmica, dando mais poder (pimenta para queimar os inimigos ou iron fist para jogá-los longe), enchendo a barra de digievolução, recuperando a vida, ou ainda causando um efeito aleatório. Este último poderia ser bom ou ruim para quem o pegasse. Dependia da sorte, pois poderia evoluir ou desevoluir, virar uma pinhata, invocar o Digimon da morte ou uma chuva de raios, botar todos para dormir ou alterar os HPs para equilibrar a partida.
Embora seja um jogo pouco lembrado dentro da franquia, especialmente por não se tratar de um RPG como os tradicionais Digimon World, Digimon Rumble Arena 2 era diversão garantida com os amigos ou até mesmo com os bots, por ser um jogo simples, funcional e contar com personagens carismáticos.


