Com o anúncio da Sony de que deixará de fabricar jogos físicos a partir de janeiro de 2028, um grande debate vem mobilizando a comunidade gamer, e diversas empresas passaram a comentar o assunto.
Recentemente, a Capcom foi questionada sobre essa mudança durante uma sessão de perguntas e respostas realizada após a divulgação de seus resultados financeiros mais recentes. Ao ser perguntada sobre o impacto que a retração do mercado de jogos físicos poderia causar a médio e longo prazo, a empresa respondeu:
"Aproximadamente 90% das nossas vendas em unidades são digitais. Não prevemos um impacto significativo neste momento."
A posição da Capcom reflete o bom momento financeiro da empresa, que registrou um trimestre bastante positivo tanto em vendas quanto em lucros.
Segundo o relatório financeiro, a receita líquida do primeiro trimestre do atual ano fiscal (de 1º de abril a 30 de junho) foi de ¥ 70,41 bilhões (cerca de US$ 430 milhões), um aumento de 54,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o lucro operacional atingiu ¥ 41,05 bilhões (cerca de US$ 250 milhões), alta de 66,9% na mesma base de comparação.
A Capcom atribui esse desempenho principalmente às vendas de jogos, que somaram 23,81 milhões de unidades no trimestre, ante 14,16 milhões no mesmo período do ano passado.
O avanço das vendas digitais vem transformando o mercado de games. A Microsoft, por exemplo, estaria preparando um sistema que permitirá converter jogos físicos de Xbox One e Xbox Series X|S em cópias digitais vinculadas à biblioteca do usuário. Além disso, também circulam especulações de que a próxima geração de consoles da empresa poderá abandonar completamente o suporte a mídias físicas.
A decisão da Sony de encerrar a fabricação de jogos físicos tem preocupado parte dos jogadores e, principalmente, o varejo. No entanto, algumas editoras demonstram estar menos preocupadas com essa mudança, ao menos no que diz respeito aos impactos em seus resultados financeiros.


