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Análise: Truxton Extreme é uma releitura indispensável para quem gosta de shoot ‘em ups

Quase 40 anos se passaram e o clássico dos arcades retorna com um visual modernizado, mas sem deixar de lado sua jogabilidade clássica.

Análise: Truxton Extreme é uma releitura indispensável para quem gosta de shoot ‘em ups
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Você piscou e mais um jogo de navinha retornou aos holofotes, dessa vez em um remake. Truxton surgiu em 1988 e foi concebido por Masahiro Yuge, se tornando febre nos arcades ao ponto de depois ser adaptado para Mega Drive e TurboGrafx-16. Apesar de seu sucesso massivo no Japão, o jogo teve críticas mistas, embora tenha mantido fôlego suficiente para uma sequência, Truxton II, a última notícia da franquia… até agora.

Ressurgindo das cinzas, Truxton Extreme traz a essência do título original para a modernidade, e ainda adiciona alguns elementos novos que revitalizam a aventura para as novas gerações que estão descobrindo as sagas dos shoot ‘em ups.

Se você jogou o Truxton clássico, irá reconhecer tanto as naves inimigas quanto os padrões de ataque que foram mantidos quase à risca. O jogo foi recriado utilizando modelos renderizados em 3D e fazendo uma releitura visual do clássico, embora mantenha o básico da sua jogabilidade.

Ao longo das fases, coletamos itens que aumentam nossa força e velocidade, além de modificadores de projéteis que são identificados por cores diferentes. Cada um tem propriedades diferentes e pode ter seu poder dobrado por um curto espaço de tempo graças a barra EX, que se preenche a cada inimigo exterminado.

O interessante é que cada tiro tem suas características bem definidas e eles atendem ao estilo de jogo de quem está no controle. O azul, por exemplo, é composto por sete relâmpagos que preenchem a tela em direções frontais, mas se alguém escapar deles fica fácil sermos pegos. O branco, que é meu favorito, é uma saraivada um pouco mais fraca, mas teleguiada. Se estamos em velocidade máxima viramos uma ameaça ambulante multidirecional, mas ainda assim temos que tomar cuidado com os inimigos mais pesados. Esses são só dois exemplos.

Apesar da enxurrada de tiros que ocorre à medida que progredimos, não dá para negar que Truxton Extreme ficou muito bonito com o novo visual. Além da ação na tela, o ambiente agora é dinâmico e se movimenta em conjunto com o que está em primeiro plano, o que dá mais impacto e naturalidade à batalha estelar.

Ou seja, o que era bom melhorou significativamente com a tecnologia atual. O fato de Masahiro Yuge estar envolvido no desenvolvimento desta “reencarnação” fez toda a diferença no projeto final.

Outra novidade significativa de Truxton Extreme está em seu modo história. Temos aqui três narrativas centradas em diferentes personagens: Ash, Bergamot e Cyrilla. Cada um deles tem seus motivos para ter se juntado ao pelotão Tatsujin, uma força composta por voluntários que escolheram se tornar uma espécie de ciborgues para pilotar naves de combate e assim erradicar a ameaça alienígena que assolava as colônias terrestres.

Todo o enredo é contado em painéis, como histórias em quadrinhos e o fato de tudo estar em português ajuda bastante a compreensão. A única coisa que me incomodou um pouco foi a progressão pela história dos três. Eles têm seis capítulos para contar a sua participação no desenrolar da trama, mas essa é a única coisa que os difere, pois eles têm que jogar as mesmas fases e na mesma sequência.

Além disso, tudo está condicionado primeiro ao Ash, e depois às demais. Assim que terminamos seu primeiro capítulo, liberamos o seu segundo e o primeiro da Bergamot. Aí temos que finalizar o primeiro capítulo dela para então liberar o primeiro de Cyrilla.

Só que, se quisermos chegar até o final de tudo, temos sempre que realizar os episódios de Ash primeiro. Entendo que a narrativa deles está amarrada e um quadrinho complementa o outro, mas seria muito melhor se uma progressão não fosse tão amarrada.

Explorando os detalhes de uma odisseia espacial

Um ponto interessante é que Truxton Extreme não tem um seletor de nível de dificuldade. O jogo inclusive não é fácil, mas também não chega a ser extremamente injusto. Basta memorizar os padrões de ataques dos inimigos, já que esses não se alteram.

Ainda assim, o modo Heart Starter é uma boa maneira de praticar. Nele é possível jogar a primeira fase com ondas mais amenas e menos agressivas, assim é possível testar cada poder com calma e com sua evolução gradual.

Quem não quiser acompanhar a história e preferir partir direto para a ação pode pular de cabeça no bom e velho arcade. Inclusive, também há um modo para dois pilotos, no qual ambos partilham pontuação e número de bombas, então é necessário usar esse recurso com cautela pois, além de destruir inimigos, elas podem ser sacrificadas para salvar seu aliado dentro de um curto espaço de tempo.

Mas, que tal explorar os modelos renovados em todo o seu esplendor? Isso é possível graças à galeria. Toda nave que for explodida pelos pilotos é computada no visualizador e pode ser examinada nos mínimos detalhes, o que é algo bem bacana. Além disso, também há uma seção para relermos os quadrinhos do modo história.

É uma adição bacana que faz jus ao legado de Truxton, mas tem outro elemento que também merecia o mesmo carinho: a trilha sonora. Masahiro Yuge, além de desenvolvedor, tem formação de pianista clássico, então já era de se esperar que assim como no original, ele participou de toda a parte de compor novas melodias. As músicas são ótimas, ao ponto de merecerem ser expostas em uma jukebox, o que não acontece.

Truxton Extreme é um retorno devido a um dos clássicos dos shoot ‘em ups, com uma ótima repaginada. A essência do jogo foi preservada e tanto a trilha sonora quanto os visuais novos ficaram muito bons, só o andamento da história que poderia ser menos travado, mas nada que desmotive os jogadores a dar vida aos Tatsujin e tentar salvar a Terra mais uma vez.

Jogabilidade simples e rápida de aprender, com variados tipos de projéteis de características distintas;

O uso de painéis em quadrinhos é uma maneira bacana de contar os eventos do modo história;

O visualizador de modelos 3D é uma adição interessante principalmente para quem já conhecia o jogo original;

A remodelagem visual e a trilha sonora ficaram muito boas, mesclando elementos clássicos e modernos.

A progressão pelo modo História te obriga a fazer um dos personagens primeiro para liberar os episódios dos demais;

As músicas poderiam estar disponíveis na galeria.

Truxton Extreme — PC/PS5/Switch/XSX — Nota: 8.0

Análise feita com cópia digital cedida pela Clear River Games

Truxton Extreme is a welcome return for a classic shoot-'em-up, featuring a great revamp. The game's essence has been preserved, and both the new soundtrack and visuals are excellent; while the story's pacing could be a bit smoother, nothing about it discourages players from bringing the Tatsujin to life and trying to save Earth once again.

Esta notícia é um resumo. Os créditos e o conteúdo completo são da fonte original.

Fonte: GameBlast

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