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Análise: CULTIC é uma assustadora homenagem aos jogos de tiro clássicos com uma pegada moderna

Com visuais retro e uma ótima trilha sonora, a jogabilidade frenética dos tiroteios mistura muito bem elementos clássicos e modernos.

Análise: CULTIC é uma assustadora homenagem aos jogos de tiro clássicos com uma pegada moderna
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Jogos de tiro estão entre os mais clássicos da indústria dos videogames, com franquias lendárias e precursoras como Doom e Wolfenstein. Um longo caminho foi percorrido desde então, mas volta e meia temos títulos que prestam homenagem às raízes dessa árvore tão frondosa. CULTIC é um exemplo disso, finalmente estreando nos consoles de mesa. Prepare-se para uma aventura repleta de sustos, pois a análise vai começar!

O lançamento original de CULTIC aconteceu em outubro de 2022 para PC. O jogo é claramente inspirado na franquia Doom e nos demais FPS clássicos. Com visuais pixelados que formam estruturas em 3D, a atmosfera retro combina perfeitamente com a proposta repleta de tensão e mistérios. Apesar da pegada “antiga”, a jogabilidade incorpora diversos elementos modernos.

Inicialmente, o jogo foi lançado como CULTIC: Chapter One, reunindo 10 capítulos que colocam o jogador para enfrentar um perigoso culto que lida com monstros e demônios assustadores. Em setembro de 2023 saiu CULTIC: Interlude, uma ponte que serviu de ligação para a chegada de CULTIC: Chapter Two, sendo esse segundo uma expansão com 12 capítulos, lançada em setembro de 2025. Com algumas novidades pontuais, o DLC manteve as bases do original.

Finalmente chegamos a junho de 2026 com a chegada de CULTIC, uma versão completa com todos os três conteúdos, agora disponível para os consoles da última geração. Como eu fiz referência anteriormente, a jogabilidade é muito semelhante aos clássicos do gênero, com direito a muitas armas diferentes para enfrentar os inimigos. Temos pistola, carabina, escopeta, dinamite, machado, entre outras. Inclusive, ataques corpo a corpo estão presentes, dando uma camada extra para os combates.

Ainda sobre eles, o jogador tem muitos recursos (além dos armamentos) para ter sucesso nos confrontos. Em termos de movimentação, que é muito importante devido aos inimigos serem bem agressivos, é possível realizar dashes, agachar, deslizar e pular. Outro recurso bem legal – e um dos meus favoritos – é o de arremessar objetos dos cenários, incluindo cadeiras e lampiões (que explodem em chamas).

A história de CULTIC tem uma premissa interessante mas pouco desenvolvida ao longo do jogo. Ela se passa na década de 60 em uma pequena cidade, tendo como protagonista um ex-detetive que caiu em desgraça devido a acusações sobre o seu comportamento durante investigações de casos obscuros. O personagem acabou sendo abatido em meio a sua contínua busca por pistas.

Sobrevivendo de alguma forma ao atentado à sua vida, ele se vê em um território desconhecido e hostil, precisando enfrentar um grupo de cultistas que tem ligação com as suas investigações. Tudo isso que eu falei é apresentado de forma bem modesta e secundária durante as fases, sobretudo na forma de itens (textos e áudios) encontrados pelos cenários. Não é como se CULTIC seja a ovelha divergente da família, pois jogos de tiro são relativamente conhecidos pelos enredos econômicos.

Dito isso, se a proposta de CULTIC era usar elementos clássicos e adicionar ideias modernas, ele poderia ter se inspirado um pouco mais em Doom. Afinal, os títulos mais recentes dessa famosa franquia trouxeram histórias mais robustas, que complementam positivamente a jogabilidade. A falta de um enredo bem desenvolvido não prejudica o que mais importa – os combates frenéticos –, mas poderia ter sido outro ponto positivo (e não um negativo) do game.

Falando em pontos positivos, o game tem uma ambientação muito bem executada. Ele usa paletas em 2D – lembrando muito os jogos em 3D do PlayStation original – com tons escuros e sujos, dando uma sensação de constante tensão. A iluminação é boa no geral também, contribuindo para a atmosfera sinistra. Algumas seções do cenário têm elementos que “explodem” dentro de outros ou pontos que são quase que escuros demais, mas nada gritante.

Essa produção competente de CULTIC, que também inclui um trabalho de som muito bom, incluindo trilha e efeitos sonoros, contribui para o clima de tensão juntamente com a jogabilidade. Os mapas das fases são amplos, exigindo exploração para poder prosseguir, bem como encontrar melhorias e segredos (muitos deles exigindo alguma criatividade para serem obtidos). É uma das “modernidades” que o jogo propõe em relação aos clássicos, normalmente com cenários mais lineares e claustrofóbicos.

Também é importante coletar todos os recursos disponíveis pelo caminho, pois eles podem ser gastos rapidamente. Se por um lado sair explodindo inimigos é bem divertido, a munição e os demais itens devem ser gastos com comedimento. O nível de dificuldade é equilibrado, mas exigente (mesmo no nível normal, ainda mais nos acima disso), tornando itens de cura e explosivos ainda mais valiosos quando encontrados.

Inimigos por vezes parecem ter um sexto sentido, detectando o jogador a distâncias um tanto exageradas. Juntando isso com a agressividade geral dos mesmos, temos em CULTIC um FPS desafiador. A ótima jogabilidade e a liberdade para decidir como agir compensam essa dificuldade, tornando as fases empolgantes. Inclusive, vale um comentário sobre as “partes” do game.

Enquanto o Chapter One é um pouco mais linear, o Chapter Two tem mapas ainda maiores, exigindo mais backtracking. Em termos de combate, o primeiro é um pouco mais fácil – de maneira geral – do que o segundo, então sugiro fortemente começar pelo começo para se acostumar com as mecânicas básicas do game. Também temos o modo Sobrevivência, para ver quantas rodadas aguentamos e qual a pontuação atingida, que pode ser comparada com outros jogadores via rankings pela internet.

Honrando as ideias clássicas do gênero FPS, mas adicionando elementos modernos, CULTIC é uma ótima pedida para amantes de tiroteios radicais. A produção audiovisual é de boa qualidade, dando uma sensação de tensão digna da jogabilidade, que coloca o jogador para enfrentar humanos e monstros perigosos. Os recursos à disposição são numerosos, com várias armas, itens e movimentos diferentes para avançar nas fases. Apesar de alguns pequenos probleminhas, esta é uma ótima pedida para fãs de jogos de tiro envolventes e divertidos.

FPS tem uma proposta divertida e envolvente, combinando combates radicais e ambientação envolvente;

Jogabilidade sólida combina elementos clássicos e modernos dos jogos de tiro em primeira pessoa;

A atmosfera do jogo é tensa e repleta de suspense, com direito a vários sustos e pequenas surpresas;

Produção geral muito boa, com destaque para os visuais “antigos” que entregam uma experiência competente;

Nível de dificuldade afiado, exigindo bons reflexos e gerenciamento de recursos;

Boa quantidade de conteúdo, com muitas fases e segredos para enfrentar e encontrar.

A campanha é um pouco genérica e seu enredo não é desenvolvido adequadamente ao longo das fases.

Análise produzida com cópia digital cedida pela 3D Realms

Honoring classic FPS tropes while incorporating modern elements, CULTIC is a fantastic choice for fans of intense gunplay. Its high-quality audiovisual presentation creates a palpable sense of tension that complements the gameplay, pitting the player against both dangerous humans and monsters. A wide array of resources is at the player's disposal, including various weapons, items, and movement mechanics to navigate the levels. Despite some minor issues, it is an excellent pick for fans of engaging and entertaining shooters.

Esta notícia é um resumo. Os créditos e o conteúdo completo são da fonte original.

Fonte: GameBlast

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