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Análise: Big Walk é um “simulador de bater perna” social, charmoso e criativo

Uma das melhores experiências multiplayer dos últimos tempos, o jogo da House House é um grande destaque em 2026.

Análise: Big Walk é um “simulador de bater perna” social, charmoso e criativo
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Jogos que colocam a jogatina multiplayer entre amigos em primeiro lugar, e que são chamados carinhosamente (com certa ironia) de friendslop, começaram a aparecer aos montes nas lojas digitais. Títulos como PEAK, Lethal Company e Meccha Chameleon, criados por pequenos estúdios, ganharam o público com sua jogabilidade simples, muitas vezes fundamentada na física, e que se torna muito mais divertida quando jogada com amigos.

A House House, a talentosa equipe por trás do incrível Untitled Goose Game, decidiu seguir a tendência com o lançamento de Big Walk. No entanto, ela conseguiu proporcionar uma experiência única, em que a jogabilidade não se apoia em uma característica específica, mas sim em explorar um mundo cheio de mistérios, envolto em uma atmosfera acolhedora.

Tive a oportunidade de jogar com o amigo de redação Alexandre Galvão e agradeço à House House pela cópia extra, para nos aventurarmos nesse que já é um dos meus favoritos do ano.

No Big Walk, duas ou mais pessoas são lançadas em um local que se assemelha a uma ilha. Sem sinais, além dos visuais e da intuição dos jogadores, todos precisam trabalhar juntos para descobrir esse mundo, em busca de itens que os ajudem a avançar, solucionando quebra-cabeças e tentando compreender o que é aquele lugar.

O jogo nos oferece, desde o início, todas as ferramentas necessárias para nos comunicarmos e interagirmos. Temos controle sobre criaturas que possuem braços e pernas, e podemos erguer os membros superiores para transportar objetos, fazer gestos, pressionar botões, entre outras ações. O microfone é uma ferramenta eficaz para a comunicação — permitindo que todos superem os desafios juntos —, mas também é possível usar o chat de texto de forma muito prática.

Uma das melhores características técnicas do Big Walk é o uso de som e espaço 3D. Apesar de não ser novidade o uso de microfones dessa forma em F, neste caso o áudio está tão bem incorporado e interativo com os demais sons e elementos do game que proporciona uma experiência extremamente imersiva.

A evolução acontece por meio de áreas principais, e o objetivo central é localizar objetos que se encaixem em painéis, os quais liberam chaves. Eles são mantidos em locais enigmáticos, variados e que exigem uma análise prévia do grupo, pois a resposta não é clara. Há aqueles que demandam a ativação de interruptores em locais determinados, ao passo que outros usam formas de comunicação para permitir a troca de informações entre os jogadores.

Por exemplo, um dos primeiros desafios nos apresenta um espaço dividido em duas seções: uma interna e outra externa. A pessoa na sala isolada deve usar gestos e apontamentos para mostrar qual quadrado acende na sequência. Na parte externa, isso equivale a botões que a outra pessoa precisa acionar.

Essa dinâmica muda conforme a quantidade de pessoas na partida. Com apenas duas pessoas, já funciona muito bem; com mais jogadores, os quebra-cabeças são adaptados para manter o desafio da descoberta. Com um maior número de mentes trabalhando, imagino que a situação se torne bastante caótica e mais simples, permitindo a divisão em grupos para explorar uma área mais extensa.

A gestão do inventário se torna importante, uma vez que, no início, cada jogador pode carregar apenas um objeto de cada vez. Além de ambos precisarem levar os itens básicos, também é necessário algum tipo de luz durante a noite, quando a ilha fica totalmente escura. Posteriormente, há mochilas concebidas para acomodar itens extras.

O level design é meticulosamente elaborado para garantir que sempre haja um caminho a seguir, mesmo quando estamos andando em círculos. Ademais, as áreas posteriores possuem atalhos que permitem retornar ao ponto de partida. Assim, se os jogadores precisarem se desconectar, poderão voltar ao local onde estavam, junto com o item que carregavam no momento, sem grandes perdas.

Com certeza, na falta de qualquer sinal evidente, a sensação de estar perdido sempre permanecerá. Pode haver momentos em que, ao jogarem juntas, uma delas precise se distanciar da outra para cobrir uma área maior. Caso se percam, será difícil para elas se encontrarem novamente sem um walkie-talkie para comunicação à distância.

O jogo requer a participação conjunta de pelo menos duas pessoas na aventura. Não há matchmaking para jogar com pessoas desconhecidas; é preciso criar lobbies combinados para a partida. Como não há friend pass ou métodos semelhantes, é necessário um acordo prévio para participar do Big Walk. Ao menos há suporte a jogatina crossplay entre todas as plataformas.

Embora a jogabilidade seja fácil de compreender e jogar, ela é parecida com a de muitos friendslops, exibindo algumas esquisitices na movimentação. Terrenos irregulares podem se assemelhar a pequenos obstáculos de escalada, e a área de interação com a grade é menor do que eu esperava. Mesmo assim, é possível se habituar ao aspecto desengonçado.

Tecnicamente, Big Walk é bastante simples e pode até parecer um pouco rudimentar em alguns aspectos, mas sua utilidade reside tanto no escopo do projeto quanto no método de legibilidade das áreas importantes para a exploração. Ainda no simples, o clima de mistério permanece bastante convincente. Há algumas falhas técnicas, como queda na taxa de quadros por segundo e pop-in de modelos e texturas, mas nada que afete a experiência de forma significativa.

Fiquei impressionado com a qualidade do sistema de luz e sombras, especialmente quando há fontes de luz que afetam os personagens e o ambiente. Ao entardecer, atravessei uma passarela da primeira para a segunda área e observei as sombras projetadas pela lanterna que carregávamos. Fiquei impressionado com a qualidade técnica dessa parte.

O som utiliza barulhos naturais e ambientais, e as ocorrências musicais são bastante interessantes. Existem poucas melodias, mas, quando aparecem, são tocadas diretamente na aventura, em estações, e podem ser desbloqueadas para tocar no rádio. São esses pequenos detalhes que enriquecem a experiência de imersão.

Big Walk é uma das maiores surpresas do ano, um jogo que valoriza a comunicação e a interação social em um mundo solitário. Imersão é a palavra-chave que a House House apresentou, com seu level design que colabora com a direção de arte para tornar a exploração intuitiva, aliado ao excelente trabalho sonoro e aos quebra-cabeças criativos. Apesar de alguns problemas técnicos, nada disso diminui o encanto da aventura.

Tenha um bom grupo de amigos e vá totalmente blindado para a experiência, já que o Big Walk é uma caixinha de surpresas cheia de diversão, risadas e momentos de contemplação para desbravar. Ele mostra uma grande natureza humana: somos seres sociáveis, e fazer isso no videogame é muito divertido.

A direção de arte cuida bem da legibilidade dos pontos de interesse, sendo suficiente apenas olhar para o horizonte para que o jogo nos conduza, de forma intuitiva, ao nosso destino;

Ótima utilização do chat de voz, operando de forma técnica que considera o ambiente, o espaçamento e outras atividades que estão acontecendo no jogo;

Puzzles criativos, cada um utilizando os recursos do jogo de alguma maneira inteligente;

Mundo imenso, criado com cuidado para que não nos desviemos demais;

Opção de multiplayer para até doze jogadores com direito a crossplay, ajustando os desafios conforme o número de integrantes do grupo.

Problemas visuais de pop-in e quedas de desempenho podem ocorrer;

O jogo exige que pelo menos duas pessoas tenham uma cópia, portanto, é necessária colaboração prévia no momento da compra.

Análise produzida com cópia digital cedida pela Panic

Big Walk is a standout surprise that celebrates social connection through immersive exploration, intuitive level design, and creative puzzles. While a few minor technical issues exist, they don't dull the game's charm. Gather some friends and dive in blind to enjoy its mix of laughter and quiet wonder—it's a fun, surprisingly touching reminder of our social nature.

Esta notícia é um resumo. Os créditos e o conteúdo completo são da fonte original.

Fonte: GameBlast

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