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A psicologia diz que adultos que cresceram tendo Vegeta como personagem favorito de Dragon Ball são agora melhores do que aqueles que escolheram Goku

As crianças dos anos 80 e 90 que cresceram assistindo Dragon Ball viram nele um exemplo a ser seguido

A psicologia diz que adultos que cresceram tendo Vegeta como personagem favorito de Dragon Ball são agora melhores do que aqueles que escolheram Goku
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É fascinante a quantidade de pessoas que, ao crescer assistindo a Dragon Ball, colocam Vegeta em um pedestal muito acima de Goku. O fato de um ser um herói e o outro um vilão tão orgulhoso quanto cruel, capaz de destruir um planeta na primeira oportunidade, parecia oferecer uma escolha fácil. A psicologia, por outro lado, não vê as coisas com tanta clareza. O problema é que Vegeta conquista seu lugar entrando pela porta dos fundos. Precisando de meia temporada para chegar a se parecer minimamente com algo que cheire a herói, é justamente essa trajetória que, em nível psicológico, o eleva acima do personagem principal do anime. Entre o amadurecimento e a redenção, essa montanha-russa emocional acaba pesando mais do que imaginamos. Por que há pessoas obcecadas por Vegeta? Há uma década, a doutora Mariska Kleemans reuniu 164 espectadores para assistir a dois filmes com os dois personagens mais sombrios da história do cinema. De um lado estava Léon, o assassino profissional que acaba adotando uma órfã, e do outro, Patrick Bateman, de Psicopata Americano. O objetivo era descobrir por que, apesar de termos sido criados em meio a mensagens positivas e papéis invejáveis, os anti-heróis nos cativam tanto. O que Kleemans descobriu foi que a chave não estava na lembrança que se destacava entre os bons e os maus, mas no desenvolvimento de cada um de seus personagens. Longe de receber as histórias de forma passiva, o que o estudo destaca é que nosso cérebro analisa exaustivamente como o arco de desenvolvimento de cada personagem vai se desenrolando. É justamente esse ciclo, transformado em uma montanha-russa em que nunca se sabe o que vem a seguir, que se torna tão atraente. Vegeta se apresenta como um príncipe cruel, mas que muda de lado quando precisa lutar contra Freeza, que se sacrifica diante de Buu e que segue à risca as ordens de Bulma, porque o amor e o ato de criar seus filhos acabam sendo mais importantes do que qualquer outra motivação que pudesse ter. Goku, por outro lado, é aquele que começa sendo bom e termina exatamente da mesma forma. E é nessa falta de profundidade que reside a razão pela qual muitos adultos continuam colocando Vegeta muito à frente da simplicidade do protagonista de Dragon Ball. Agora, uma vez entendido isso, é hora de subir para o próximo degrau, aquele que explica por que essa escolha nos torna melhores. Em 2012, os psicólogos Geoff Kaufman e Lisa Libby introduziram um termo capaz de explicar por que a escolha do Vegeta como personagem preferido marca uma diferença muito clara ao chegarmos à vida adulta. Eles chamaram isso de “experience-taking” e, em linhas gerais, isso explicava por que muitas vezes ultrapassamos os limites da ficção para interiorizar certos personagens. Os profissionais descobriram que, muitas vezes, acabamos entrando na cabeça deles para abraçar suas reações como se fossem nossas. Os experimentos, que consistiam em apresentar certas obras literárias aos participantes e analisar como eles agiam em…

Esta notícia é um resumo. Os créditos e o conteúdo completo são da fonte original.

Fonte: IGN Brasil

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