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“20 anos atrás, eu teria matriculado minha filha nas melhores escolas; hoje, acho que isso não importa mais”, diz Ben Mann, cofundador da Anthropic

Benjamin Mann é um dos seis engenheiros que deixaram a OpenAI para fundar a Anthropic. Agora concorrentes de sua antiga empresa, eles se destacam por sua visão do futuro. Segundo ele, a educação e a aquisição de conhecimento não são mais as principais prioridades em um mundo…

“20 anos atrás, eu teria matriculado minha filha nas melhores escolas; hoje, acho que isso não importa mais”, diz Ben Mann, cofundador da Anthropic
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Em uma entrevista publicada em 20 de julho de 2025 no podcast de Lenny Rachitsky, Benjamin Mann afirmou que, “há 10 ou 20 anos”, teria matriculado sua filha em uma escola de elite e multiplicado suas atividades extracurriculares. No entanto, hoje ele considera tudo isso secundário. “Só quero que ela seja feliz, empática, curiosa e gentil”, declarou ele durante a entrevista, preferindo essas qualidades ao desempenho acadêmico precoce.

Mesmo depois de deixar a OpenAI, Mann compartilha uma convicção comum a muitos líderes da área: que, em um futuro dominado pela Inteligência Artificial, diplomas universitários não garantem mais necessariamente o sucesso. O importante, explica ele, é ter a mente aberta à experimentação, à empatia e a muita curiosidade — exatamente as qualidades que a OpenAI busca em seus funcionários, segundo Mark Chen, diretor de pesquisa.

A primazia das perguntas sobre as respostas

Segundo Sam Altman, CEO da OpenAI: “Determinar quais perguntas fazer será mais importante do que saber a resposta”. Em um contexto em que a IA já realiza tarefas como programação e design, o desafio agora reside em saber como aproveitar essa tecnologia com pessoas capazes de fazer as perguntas certas e tirar o máximo proveito dela para alcançar os objetivos desejados.

Os líderes do setor concordam em um ponto: no curto prazo, a IA continuará sendo uma ferramenta para executar decisões humanas. Jensen Huang enfatizou que isso tornará habilidades técnicas, como programação, cada vez menos essenciais. Benjamin Mann compartilha dessa visão, explicando no podcast que a aquisição de conhecimento não é mais a base nem a característica definidora de uma carreira de sucesso. O que realmente importará? O que a IA ainda não pode oferecer: criatividade e curiosidade.

A educação tradicional há muito tempo se baseia na excelência acadêmica e na quantidade de conhecimento que pode transmitir. Mas, na era da IA generativa, essas habilidades técnicas estão se tornando rapidamente automatizáveis e ainda mais valiosas do que antes. São as habilidades humanas — criatividade, a capacidade de fazer perguntas relevantes, empatia e curiosidade, conforme mencionado acima — que nos permitem aproveitar a inteligência artificial, em vez de sermos dominados por ela.

De acordo com outras fontes, o engenheiro escolheu para sua filha uma escola Montessori, que promove um princípio educacional criado por Maria Montessori, baseado em uma abordagem centrada na autonomia, na livre exploração de interesses e na aprendizagem por meio da curiosidade, em vez de objetivos padronizados. É claro que cada vez mais pais provavelmente compartilharão do raciocínio de Benjamin Mann em relação ao futuro de seus filhos, e que outros podem muito bem começar a se interessar pelo assunto ou a refletir sobre ele.

Esta notícia é um resumo. Os créditos e o conteúdo completo são da fonte original.

Fonte: IGN Brasil

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